segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Estudo mostra que litoral brasileiro perdeu 80% dos recifes de corais em 50 anos

Estudo inédito mapeou ecossistema existente no Nordeste do Brasil e mostra que poluição urbana e extração ilegal de corais ameaçam organismos.

 
Estudo inédito realizado que monitorou a saúde dos recifes de corais aponta que nos últimos 50 anos o país perdeu cerca de 80% desse ecossistema devido à extração e à poluição doméstica e industrial.
O restante existente está ameaçado pelos efeitos da mudança climática. O primeiro “Monitoramento de recifes de corais no Brasil”, executado de 2002 a 2010 pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), aponta os recifes que existem próximo a a grandes metrópoles do Nordeste, região onde se concentra esse ecossistema, são os mais prejudicados.
 
Os dados do estudo serão divulgados nesta segunda-feira (24) durante a sétima edição do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação, realizado em Natal (RN) pela Fundação Grupo Boticário.
Coordenado pela professora Beatrice Padovani, do Departamento de oceanografia da UFPE, o monitoramento constatou a presença de recifes de corais desde a costa nordeste do Rio Grande do Norte até o Sul da Bahia, se espalhando por cerca de 2 mil km do litoral brasileiro.
 
Os recifes de corais no país são ecossistemas costeiros compostos por ao menos 18 espécies diferentes de corais, além de algas e peixes como garoupas, peixes-papagaio e peixes-cirurgião. Podem ser encontrados até cem metros de profundidade ou na costa de grandes cidades, como Recife (PE), Maceió (AL) e Salvador (BA). Porém, constatar a presença de corais próximos às grandes capitais pode representar, em alguns casos, sua sentença de morte. Isso porque nessas regiões os recifes sofrem com o lançamento de esgoto não tratado direto no mar ou com a remoção ilegal de organismos.
 
“Os danos são causados por impactos de origem terrestre como a poluição doméstica, industrial e da agricultura, o aumento da sedimentação (envio de terra para o fundo do mar) causado pelo desmatamento da Mata Atlântica e dos mangues, além do fácil acesso que leva à retirada de organismos para construção, ornamentação e pesca”, disse.
 
Dados do estudo, baseados em pesquisas feitas anteriormente, mostram que em cinco décadas houve uma redução de 80% dos recifes de corais brasileiros. “Até a década de 1980, houve muita extração de corais para fabricação de cal no país. Essa remoção era feita com picaretas ou explosivos. Só houve uma redução após a criação de leis específicas”, disse Beatrice ao G1.
 
Outro problema grave que afeta esse ecossistema é a sobrepesca, que ameaça espécies de peixe que dependem desses organismos. Segundo a pesquisa, mesmo com a criação de unidades de conservação de proteção integral ao longo do litoral, peixes maiores e com ciclo de vida longo continuam a ser afetados, como a garoupa e o budião. “Como essas espécies têm papel fundamental nos recifes, controlando outras populações, (...) as consequências da redução de exemplares são a perda da resiliência do ecossistema, ou seja, a diminuição da capacidade de retornar ao estado anterior quando perturbado”, explica a pesquisadora.
 
Mudança climática pode afetar ainda mais ecossistema

Outro grande problema que ameaça os recifes brasileiros é o aquecimento dos oceanos, devido à elevação da temperatura global -- resultado da mudança climática. Eventos cíclicos de branqueamento e mortalidade de corais têm aumentado dramaticamente à medida que a temperatura do mar alcança valores mais altos e há maior ocorrência de eventos climáticos como El Niño (fenômeno caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico perto dos trópicos). A acidificação dos mares, consequência das emissões de carbono da atmosfera, é outro fator agravante. A água capta esse carbono e se torna mais ácida.
 
Desde Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte (primeiro ponto amarelo no topo do mapa), até Abrolhos, no Sul da Bahia (último ponto azul do mapa). Monitoramento englobou 2 mil km de recifes de corais. (Foto: Divulgação)
Desde Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte (primeiro ponto amarelo no topo do mapa), até Abrolhos, no Sul da Bahia (último ponto azul do mapa). Monitoramento englobou 2 mil km de recifes de corais. (Foto: Divulgação)
 
De acordo com a pesquisadora, o Brasil foi bastante atingido por branqueamento em 1998, 2003 e 2010. Em 1998 e 2010, 50% da população de corais ficou branca, mas a recuperação foi considerada boa – apesar de reduções localizadas de cobertura. “Em 2012, é provável a ocorrência de um novo El Niño. Os recifes que vão sofrer mais serão aqueles em pior estado de conservação, afetados pela poluição, e que podem ser afetados por doenças”, explica.
 
Unidades de conservação protegem organismos


 O estudo diz ainda que os recifes de corais mais protegidos no Brasil são aqueles localizados dentro de unidades de conservação, como no Arquipélago de Fernando de Noronha (PE). A pesquisa aponta para o poder público formas de aumentar a preservação deste ecossistema, como aumentar a recuperação de matas ciliares e controlar o manejo de bacias hidrográficas. “É preciso controle de poluição, turismo e pesca, proteção para os grupos de peixes mais afetados, incluindo as áreas de berçário e desova dessas espécies”, diz a pesquisadora. Ela cita ainda a importância de conservar as áreas de mangues, que têm ligação importante com os recifes – além de servir como ambiente alternativo para diversos animais e organismos marinhos ao longo de seu ciclo de vida. O programa de monitoramento será mantido pelo MMA, através do Instituto Chico Mendes (ICMBio).
 
FONTE: Texto de Eduardo Carvalho, do Globo Natureza, em São Paulo, disponível também aqui.

domingo, 23 de setembro de 2012

Ficha Limpa barra 31 candidatos na Bahia

 
Cerca de 31 candidatos a prefeito foram barrados pelo Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) com base na Lei da Ficha Limpa. De acordo com levantamento do G1, com base nas decisões da segunda instância da Justiça Eleitoral, ao todo, no país, 868 candidatos foram impedidos de disputar o pleito deste ano. O número de excluídos representa 0,2% do total de 481.156 candidaturas, inclusive para vice e vereador, registradas no país pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os candidatos que tiveram o registro indeferido em primeira instância puderam recorrer ao TRE-BA. O prazo para o julgamento dos recursos terminou no dia 23 de agosto.

Nesta data, todos os processos e resultados já deviam ter sido encaminhados ao TSE. Segundo a Lei Eleitoral, os candidatos barrados em segunda instância com direito a recurso podem continuar concorrendo normalmente até a decisão definitiva do TSE. A Lei da Ficha Limpa também não impede a propaganda, mas cabe ao candidato e ao partido avaliarem o risco de continuar as campanhas depois do indeferimento. Isso porque, de acordo com a Legislação, a candidatura chamada "sub judice", pendente de decisão final, não conta votos para a legenda no quociente eleitoral.
 
Enquanto não há definição pelo TSE, os votos do candidato que decidiu continuar na disputa são apenas contabilizados, mas aparecem como resultado final zero enquanto "aguardam" a liberação do registro. Caso a candidatura seja barrada em definitivo, os votos são descartados.
 
FONTE: Texto do Bahia Notícias, publicado também aqui.

sábado, 22 de setembro de 2012

APROVADA PRORROGAÇÃO DA MORATÓRIA QUE PROÍBE A CAPTURA DO MERO EPINEPHELUS ITAJARA



No dia 18 de setembro, em Brasília, a Comissão Técnica de Gestão Compartilhada dos Recursos Pesqueiros composta pelos Ministérios da Pesca e Aquicultura (MPA) e Meio Ambiente (MMA) aprovou a prorrogação da moratória que proíbe a captura do mero por mais três anos (2012/2015).

Segundo a Gerente de Biodiversidade Aquática e Recursos Pesqueiros do MMA, Monica Brick Peres "Os dois ministérios aprovaram a moratória com o mesmo objetivo comum, o de recuperar a espécie. Além disso, os ministérios estão empenhados em implementar medidas complementares para garantir a efetividade da conservação dos meros com o suporte da rede de especialistas que tem informações relevantes sobre a espécie e principais ameaças". Ainda segundo Mônica, "o trabalho do Projeto Meros do Brasil e dos especialistas tem sido absolutamente fundamental na conservação da espécie".

FONTE: Projeto Meros do Brasil

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Temporada de desova das tartarugas


II Módulo da Oficina de Manutenção e Reparo de Instrumentos Musicais da FLIC acontece nos dias 22 e 23 de setembro


Filarmônica Lira Imaculada Conceição participa de Encontro Nacional de Formação Política em São Paulo

O maestro Benedito Melgaço e a articuladora do Projeto Na Rota da Música, Vanessa Santana, marcaram presença em São Paulo nos dias 10 a 12 de setembro para representar a FLIC no Programa Caminhos e Trilhas.
Foto: Caminhos e Trilhas - ARACATI

Esta foi a 3ª Etapa do Programa criado pela Agência de Mobilização Social Aracati e que durante 1 ano, forma lideranças de todo o Brasil por meio de encontros presenciais e metodologias participativas à distância. Durante todo o processo as organizações passam por encontros formativos, oficinas e debates sobre o seu papel político, provocando uma revisão no trabalho que vêm desenvolvendo nas organizações locais. Além de contribuir para intensificar o controle público através do fortalecimento da atuação de organizações sociais no campo da juventude e contribuir para dar maior qualidade às ações das organizações sociais, estas atividades estimulam a troca de experiências entre organizações com diferentes atuações e de diferentes lugares do país.

De volta às nossa comunidade, a dupla desenvolve pesquisas e aprofunda temas relacionados à juventude, principalmente focados na inserção dos jovens no mundo do trabalho e/ou sua trajetória e desenvolvimento pessoal, além de atuarem em espaços de participação formais, em redes e/ou fóruns, fortalecendo vínculos com instituições parceiras e outros grupos atuantes na região.

É importante perceber que todos saem ganhando com uma atividade desse porte, além da participação dos jovens da comunidade e da troca de experiências, estão sendo coletadas e trabalhadas informaçoes sobre a realidade da juventude em nosso município, algo que mesmo as organizações governamentais ou de pesquisa vinham negligenciando ou deixando em segundo plano. A partir de agora, também entramos em contato com outros grupos brasileiros que com maior ou menor experiência que o nosso grupo, vêm desenvolvendo ações para a faixa etária de 15 a 29 anos, um grupo carente de atenção e cheio de motivação para criar novas oportunidades, caminhos e trilhas para o sucesso!
 
A FLIC foi selecionada através da parceria com a Fibria e o Instituto Votorantim no Projeto Na Rota da Música, que trabalha com formação musical e artística para jovens de 15 a 29 anos. O Projeto faz parte do Programa "Criando Rotas para o Futuro", onde o Instituto Votorantim sugere caminhos, oferecendo aos jovens de comunidades carentes, oportunidades nos campos de Educação, Trabalho, Cultura e Esporte, bem como fortalecimento de Direitos de Crianças e Adolescentes, sempre a partir das demandas locais e do envolvimento comunitário.

sábado, 8 de setembro de 2012

Feira de Saberes e Sabores de Caravelas

Agricultores familiares e artesãos de Caravelas puderam comercializar seus produtos na 1ª Feira de Saberes e Sabores de Caravelas, que aconteceu nos dias 6, 7 e 8 de setembro em frente à Praça de Alimentação, no centro da cidade. A organização foi do Projeto Conviver junto com as associações de agricultores familiares, apicultores e artesãos de Caravelas, com apoio de diversas organizações, um sucesso! 
 







 


 

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Concurso de Desenho sobre Pesca Responsável

Pessoal, está aberto o Concurso Internacional de Desenho: “Proteger nossas pescarias - herdar um mundo mais saudável”. Ele é organizado pela FAO, que é a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação e vai premiar crianças e jovens de 6 a 20 anos de idade. O desenho deve refletir questões relacionadas à importância da pesca responsável. o desenho poderá ser usado para fazer emblemas/distintivos pequenos e posters grandes, por isso devem ser utilizadas cores contrastantes. Os participantes podem usar materiais de desenho de qualquer tipo: canetas hidrocor, lapis de cor, tintas, com exceção de giz de cera. Os participantes também podem usar programas gráficos de computador. Os desenhos devem ser criação original da criança ou do jovem. O prazo para a inscrição é 30 de novembro de 2012. A avaliação dos desenhos será feita por funcionários FAO e da Rede e designers gráficos e os prêmios serão em dólar, sendo US$ 250 para o vencedor de cada faixa etária (6-10, 11-15 e 16-20 anos de idade), US$ 150 para o segundo colocado de cada faixa etária e o terceiro melhor desenho de cada faixa etária será premiado com US$ 100. 
 
Para mais informações, veja aqui.

APAE promoveu Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla

 
A Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Caravelas, através da Escola Especial Sonho Real comemorou entre os dias 21 e 25 de agosto, a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla. As atividades, como apresentação teatral do Projeto Na Rota da Música, da FLIC, Debate sobre Respeito às Diferenças, Curso de Primeiros Socorros e Oficina de Reciclagem e Geração de Renda, aconteceram no Clube dos 40, em Caravelas, além de um grande desfile pelas ruas da cidade, com o tema: “Em Busca da Igualdade. Estamos Aqui”. Um sucesso!
 
Para saber mais, visite o Blog da FLIC, aqui.
 

Escola Municipal José Luiz de Souza, da Barra de Caravelas, obteve o 1º lugar no índice do IDEB

O IDEB é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica e mede, de 2 em 2 anos, o nível de desenvolvimento das escolas brasileiras. Isto se dá através de dois indicadores, a Prova Brasil e o Censo Escolar. A Prova Brasil é uma avaliação aplicada aos alunos do 5º ano (4ª série) e do 9º ano (8ª série), em língua portuguesa e matemática, por pessoas estranhas á escola, indicadas pela Direc-09. Neste ano Escola Municipal José Luiz de Souza, obteve o 1º lugar entre as escolas municipais de Caravelas. Tudo isso é resultado do comprometimento dos professores e funcionários com a qualidade da educação na Comunidade da Barra de Caravelas. Parabéns a todos!!

Programa Professores no Parque 2012 continua com o acompanhamento dos projetos de intervenção nos municípios parceiros do Programa

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e a Ecomar, em parceria com as Secretarias de Educação e Meio Ambiente dos municípios de Alcobaça, Caravelas, Mucuri, Nova Viçosa e Prado, promoveram no Centro de Visitantes em Caravelas, entre os dias 13 e 17/08 a primeira etapa do Programa Professores no Parque - Edição 2012.
 
 
Neste ano participaram das atividades 40 professores e coordenadores pedagógicos da rede pública de ensino, além de técnicos das Secretarias Municipais de Meio Ambiente e Educação, alunos de graduação da Universidade do Estado da Bahia – UNEB e servidores da Secretaria Estadual de Educação. Além de palestras sobre diversos temas, como Gestão de Unidades de Conservação, Sustentabilidade, Educomunicação, Artes, e Elaboração de Projetos, aconteceram aulas de mergulho, visitas ao Viveiro de mudas do CEPENE, vivência na Trilha do Marobá, visitas à comunidades da Resex do Cassurubá e Debates no Colégio Polivalente de Caravelas sobre a Relação Escola e Comunidade e também sobre a atuação do Ministério Público na Defesa do Meio Ambiente, com o Dr. Fábio Fernandes Corrêa, do Ministério Público Estadual  - Núcleo Mata Atlântica.

Além da formação presencial, todos os participantes do Programa devem produzir e implementar Projetos tendo como base os conhecimentos adquiridos relacionando-os como o tema: “Caminhos para a Sustentabilidade Socioambiental no Território”. No término do programa acontece um novo encontro presencial onde são partilhadas as experiências e resultados dos projetos desenvolvidos.

Este Programa está fundamentado no Plano de Manejo e de Uso Público desta Unidade e existe desde 2004. Ao longo desses anos, mais de 300 educadores já foram contemplados com o Programa e tiveram oportunidade de conhecer o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos num contexto diferenciado, recebendo informações e vivências práticas sobre a importância da sociobiodiversidade da região e ainda desenvolvendo projetos de intervenção sócio-educativas nos municípios parceiros do Programa.

Neste ano de 2012 o PPP está acontecendo com apoio do Projeto “Encantamar: Educando o Olhar para Construir seu Lugar”, executado pela ECOMAR com recursos do Ministério da Justiça/Secretaria de Direito Econômico/Fundo dos Direitos Difusos, além de outros parceiros, como o Movimento Cultural Arte Manha, o Cine Clube Caravelas e o Movimento de Arte e Comunicação Popular de Caravelas.





 
 FONTE: PNM dos Abrolhos, com imagens do arquivo da ECOMAR.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Mulheres rurais ganham projeto de inclusão social e produtiva

 

Trabalhadoras rurais, quilombolas, indígenas, entre outros segmentos de mulheres, serão beneficiados com o Projeto Margaridas, voltado exclusivamente à inclusão social e produtiva do público feminino da Bahia. A iniciativa foi lançada nesta quarta-feira (15), em Salvador, com a presença de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), da Secretaria Estadual de Políticas para as Mulheres (SPM) e órgãos parceiros.

Com previsão de contemplar mais de 21 mil mulheres nos 27 territórios de identidade, o projeto contará com recursos na ordem de R$ 3,6 milhões, oriundos do governo federal e contrapartida do Estado. Durante o evento, a secretária Lúcia Barbosa assinou termos de cooperação com demais órgãos estaduais para execução das ações.

As ações incluem um grande número de benefícios, a exemplo de emissão de documentos das trabalhadoras do campo, acesso ao crédito e assistência técnica rural, capacitação, apoio à formalização de grupos produtivos e palestras sobre prevenção à violência.
Autonomia
Lúcia Barbosa classificou o projeto como uma política pública importante para a qualidade de vida das beneficiárias. “Historicamente, no meio rural, as mulheres são as mais afetadas pela extrema pobreza. O projeto será um importante instrumento da autonomia das trabalhadoras e enfrentamento às desigualdades”.

Para a diretora de Políticas para Mulheres Rurais do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), Andrea Butto, a forma democrática de construção do projeto é um diferencial importante. “A pluralidade é fundamental pela organização social que existe no estado”.

Lembrando a história da sindicalista rural Margarida Alves, que inspirou o nome do projeto, diversos grupos organizados do interior comemoraram a anúncio das ações. “É um momento ímpar para os movimentos de mulheres da Bahia”, afirmou a integrante do Movimento de Mulheres Camponesas de Caetité, a 757 quilômetros da capital, Neli Rodrigues.

FONTE: Secom Gov. Est. Bahia.

Seminário de pesquisa da Uneb em Teixeira de Freitas inscreve trabalhos

 

O VI Seminário de Pesquisa e Extensão do Extremo Sul da Bahia (Sepex), promovido pelo Departamento de Educação (DEDC) do Campus X da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), em Teixeira de Freitas, está com inscrições abertas para submissão de trabalhos e minicursos.

Com o tema Formação Humana, Currículo e Práxis Social, o evento acontece entre os dias 3 e 5 de outubro, a partir das 8h, no DEDC. Os interessados em apresentar trabalhos devem realizar inscrição até o dia 25 deste mês. Já os ouvintes podem se inscrever até o primeiro dia do seminário.

Para se inscrever é necessário preencher a ficha e enviar o comprovante de pagamento digitalizado para o e-mail sepexcampusx@gmail.com. Os estudantes também devem enviar o comprovante de matrícula. A taxa de inscrição está com preços promocionais, de R$ 25 (para alunos) e R$ 40 (para profissionais), até o dia 21 de setembro. Após esta data, o valor será de R$ 35 e R$ 45.

FONTE: Secom Gov. Est. Bahia - Ouça também o áudio aqui.

Monitoramento dos botos no estuário do Rio Caravelas preocupa

Desde 2002, o Instituto Baleia Jubarte vem realizando o monitoramento dos botos no estuário do Rio Caravelas e áreas adjacentes através do Projeto Boto Sotalia do Sul da Bahia. Tal projeto nasceu de uma condicionante imposta pelo IBAMA em decorrência da construção de um terminal marítimo para transporte de madeira e da dragagem do canal principal do estuário.

Foto: Banco de Imagens do IBJ.

O boto, Sotalia guianensis, é um pequeno mamífero marinho de hábitos costeiros, cuja distribuição estende-se desde Honduras na América Central até Santa Catarina no Sul do Brasil. O monitoramento tem como objetivo obter informações sobre os indivíduos avistados no Rio Caravelas e áreas vizinhas, bem como detectar variações na abundância e no uso espacial da área pelos botos, além de investigar possíveis impactos decorrentes das atividades humanas aqui desenvolvidas.

Dentre as informações levantadas até o momento, sabe-se que uma população de aproximadamente 139 botos pode ser encontrada o ano inteiro na área monitorada, concentrando-se principalmente na entrada do estuário. Estes animais passam a maior parte do tempo alimentando-se de peixes como a tainha, a manjuba, a corvina e o linguado e também de lulas e de camarões.

A frequência com que os botos vêm sendo avistados vem decaindo desde o início do monitoramento. Esta diminuição pode ser decorrente da morte de animais, decréscimo da natalidade ou abandono da área pelos animais, efeitos que podem ser ocasionados por atividades humanas como emalhamento acidental, atropelamento por embarcações, poluição sonora e alterações no habitat, atuando isoladamente ou em conjunto.

Como as respostas a determinados impactos nem sempre são imediatas e claras, e o isolamento das diversas variáveis que influenciam a dinâmica comportamental e populacional de mamíferos marinhos é geralmente complicado, atividades de monitoramento devem abranger séries temporais e esforços adequados para que conclusões sejam efetivas.

FONTE: Texto de Beatriz Barbato, Bióloga do Instituto Baleia Jubarte e Coordenadora do Projeto Boto Sotalia do Sul da Bahia, disponível no CaravelasNews.

quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Caravelas tem dois alunos premiados no Concurso Tempos de Escola, do Instituto Votorantim

A 4ª edição do Concurso “Tempos de Escola” contou com mais de seis mil redações, o que demonstra um crescimento de 106% em comparação a 2011. Em Caravelas foram inscritas 72 redações. O aumento da participação dos alunos foi consequência do incentivo de professores, gestores, secretarias de Educação e pais em relação ao desenvolvimento da imaginação e da escrita, e também da consolidação do concurso como parte do calendário escolar dos municípios onde o PVE é realizado.
Confira os vencedores em Caravelas
CATEGORIA
VENCEDOR(A)
PRÊMIO
ESCOLA
Ensino Fundamental I (3º ao 5º ano)
Kinderly Guerra das Neves
Bicicleta Caloi Aro 20
EM Almir Santana
Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano)
Ligia Carla Nascimento Silvestre
Câmera fotográfica digital Sony
EM José Luiz de Souza
O objetivo do Concurso é valorizar e reconhecer alunos e professores da rede pública de ensino dos municípios participantes do projeto. Serão premiados 78 estudantes de 28 diferentes municípios e estados do país. O sul da Bahia está representado por Caravelas, que faz parte da área de influência da Fibria. Também participam os municípios de Conceição da Barra e Aracruz, no Espírito Santo.
Com ênfase na importância do professor para a formação dos alunos, o terceiro ciclo do programa Parceria Votorantim pela Educação ainda trabalhará a constituição dos Conselhos Municipais da Educação (CME). Esses Conselhos visam regulamentar, fiscalizar e propor ações que tenham como objetivo a melhoria das políticas públicas educacionais nos âmbitos de merenda, transporte, infraestrutura e pessoal.
No quarto ciclo, programado para ocorrer entre outubro e dezembro, serão realizados os Encontros Municipais de Mobilização pela Educação. Além de apresentar as conquistas obtidas ao longo do ano, também serão debatidas novas propostas para a próxima edição do Parceria Votorantim pela Educação (PVE) com o intuito de aproximar, ainda mais, escolas e comunidades em função de um mesmo ideal: alavancar a qualidade da educação pública nos municípios de atuação da Votorantim. O PVE apoia as diretrizes previstas no Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE) do Ministério da Educação e teve sua metodologia reconhecida pela Fundação Banco do Brasil como uma Tecnologia Social passível de ser compartilhada e replicada.

FONTE: Pauta 6

Fórum do Pensamento Crítico celebra Dia Nacional do Patrimônio Cultural em Salvador no próximo dia 17


Nesta sexta-feira (17), o Fórum do Pensamento Crítico vai discutir o tema ‘Cidades & Patrimônio’. Cerca de 200 prefeitos baianos serão convidados para o evento, que é gratuito e aberto ao público. O Fórum acontece no prédio da primeira Faculdade de Medicina do Brasil (Famed/UFBA), no Terreiro de Jesus, às 09h.esta sexta-feira (17), o Fórum do Pensamento Crítico vai discutir o tema ‘Cidades & Patrimônio’. Cerca de 200 prefeitos baianos serão convidados para o evento, que é gratuito e aberto ao público. O Fórum acontece no prédio da primeira Faculdade de Medicina do Brasil (Famed/UFBA), no Terreiro de Jesus, às 09h.


FONTE: Secult Ba.

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Revista TAM Nas Nuvens traz reportagem sobre avistagem de baleias em Abrolhos

A Revista TAM Nas Nuvens deste mês (Edição 56) dedicou 9 páginas a avistagem de baleias na região do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Além de chamar a atenção para as baleias jubarte e suas peculiaridades, o texto explora também outras belezas do Parque, como o passeio guiado pelos monitores ambientais do ICMBIO pela Ilha Siriba, única ilha do Arquipélago onde atualmente é permitido o desembarque de turistas, as aves do local e a grande e rica formação de corais que se pode explorar nos mergullhos guiados. A rica cultura das cidades do entorno do Parque também recebeu atenção especial e Caravelas, Prado e Alcobaça foram citadas como locais onde o turista pode apreciar além das belezas naturais e dos casarios historicos, uma forte culinária tradicional com pratos que valorizam os produtos e produtores da região.

A Revista TAM Nas Nuvens tem Tiragem de 150 mil exemplares e é distribuída mensalmente para os passageiros  de todos os voos nacionais e internacionais da companhia aérea, é uma publicação bilíngue (português/inglês) que traz em seu editorial uma abordagem diferente e original dos temas de turismo, negócios, comportamento, cultura, lazer, privilegiando uma relação de proximidade e utilidade entre leitor e revista, colunistas e colaboradores consagrados. Para visualizar a revista e ler a matéria completa, clique na imagem e vá até a página 108:




Revista Horizonte Geográfico publica matéria sobre Abrolhos e fala da importancia da criação de novas unidades de conservação na região

A Revista Horizonte Geográfico, da Editora Horizonte está trazendo nesta Edição 142, do mês de Agosto, uma reportagem especial sobre o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e a necessidade de criação de novas unidades de conservação na região como forma de proteger este lugar cheio de riquezas e história. O texto é de Joana Marins, que esteve em Caravelas e região no início do mês de Julho e junto com a equipe do Parque, avistou as belas baleias jubarte e esteve no Arquipélago.  A repórter acompanhou também o grupo de estudantes do Qatar, que estavam na região para conhecer os manguezais. A viagem era uma parceria entre a organização não governamental CI (Conservação Internacional) e a fundação árabe criada pela princesa do Qatar, Sheikha Moza bint Nasser, e era uma pequena parte da peregrinação dos estudantes que terminaria no Rio de Janeiro, durante a conferência Rio+20. Visite também o Blog Horizonte e acesse, no conteúdo exclusivo online, os  bastidores da viagem e as belas imagens produzidas. O texto da revista está aqui:

Abrolhos precisa crescer
A importância ambiental de Abrolhos é unânime, mas as formas de proteger o arquipélago estão longe de ser. Saiba por que a ampliação do Parque Nacional Marinho e a criação de novas unidades de conservação na região ainda não saíram do papel
foto: Instituto Baleia Jubarte
Golfinhos-de-dentes-rugosos (Steno bredanensis) em área protegida de Abrolhos: espécie busca as águas quentes do arquipélago para o período da reprodução

A lancha do ICMBio (Instituto Chico Mendes) sai da pequena cidade de Caravelas, no sul da Bahia, e entra no mar em alta velocidade. O destino é o Parque Nacional Marinho de Abrolhos, uma área de 88 mil hectares localizada a 70 quilômetros da costa e que abriga a mais rica região coralínea do Atlântico Sul. O fundo do mar é coberto por dezenas de espécies de corais coloridos, muitos deles só encontrados por aqui, com destaque para o coralcérebro, que tem a forma de um cogumelo gigante e pode atinge até 25 metros de altura e 50 metros de diâmetro. As estruturas de calcário que formam o conjunto de Abrolhos são relativamente recentes, com cerca de 7 mil anos de idade, quando o nível do mar se encontrava mais baixo do que o atual – em contraste com os ecossistemas de coral mais antigos existentes em outras regiões do planeta, muitos deles formados há mais de 50 milhões de anos. No litoral brasileiro, esses animais marinhos se beneficiaram da pouca profundidade na região do arquipélago, cerca de 30 metros (enquanto a média do Atlântico é de 3.300 metros), para se reproduzirem e crescerem, formando um rico habitat que abriga inúmeras espécies de peixes, como garoupas, badejos, vermelhos e muitos outros. Inclusive, fazem parte desse universo marinho 45 espécies ameaçadas de extinção, entre elas a tartaruga-de-pente e o gigantesco mero.

A embarcação leva mantimentos para os oito oficiais da Marinha que moram na ilha de Santa Bárbara, a única habitada próxima ao arquipélago de Abrolhos, composto por outras cinco ilhas de origem vulcânica. Entre os tripulantes está Édson dos Santos Alves, um monitor do ICMBio que ficará 15 dias longe da família e dos amigos em Santa Bárbara, fiscalizando e recebendo visitantes do parque, que vão desde turistas e mergulhadores até pesquisadores. Uma das funções de Edinho, como é chamado pelos amigos e colegas de trabalho, é cuidar da ilha Siriba, a única aberta à visitação do arquipélago. Nenhum ser humano mora nem dorme ali; apenas as aves atobás (espécie de símbolo da ilha), granzinas, fragatas e beneditos permanecem no lugar ao fim do dia. “A minha principal função é assessorar o pessoal a não fazer coisas erradas, como cuidar para que ninguém pise nos ovos das aves ou mesmo em um filhote”, explica o guia. E acrescenta: “A beleza da Siriba é grande, mas o lindo mesmo está no fundo do mar”.

De fato, não é preciso mais do que um simples snorkel e uma máscara de mergulho para perceber que estamos em um ambiente único. “Quando olhamos para baixo da água vemos uma variedade de vida impressionante já bem próxima da ilha. Por isso, todo o cuidado é pouco para não tocar nesses corais que são frágeis e demoraram milhares de anos para crescer”, alerta Ricardo Jerozonlinsky, diretor do parque, aos primeiros que se lançam na água.

Paraíso dos corais

O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos representa apenas 1,5% do Banco dos Abrolhos, uma gigantesca estrutura coralínea que se espalha ao longo de 46 mil quilômetros quadrados de extensão do sul da Bahia até a altura da foz do Rio Doce, no Espírito Santo. Por aqui vivem 19 das 21 espécies de corais já identificados na costa brasileira. Em abril, a revista científica Plos One publicou um artigo que revelava que Abrolhos abriga o maior banco de rondolitos do mundo. Rondolitos são algas calcárias feitas de carbonato de cálcio, que ajudam a capturar o gás carbônico da atmosfera. Na região em torno ao parque, essas estruturas calcáreas se espalham por cerca de 20 mil quilômetros quadrados de extensão, um tamanho equivalente ao do Estado de Sergipe. Por essas e outras razões é que pesquisadores de diferentes partes do mundo visitam Abrolhos todos os meses, buscando identificar, conhecer e investigar a fisiologia e os hábitos da vida submarina da região.

Alguns desses animais estão aqui “só de passagem”, como as baleias jubarte, que usam as águas quentes de Abrolhos para se reproduzir e amamentar. De julho a setembro é possível ver esses cetáceos gigantescos exibindo as suas caudas ou saltando em ruidosos voos acrobáticos. A presença desses grandes mamíferos na região incentivou o ICMBio e a organização não governamental Conservação Internacional a elaborarem, juntamente com outras ONGs e com o apoio de pesquisadores, uma proposta de ampliação do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, além da criação de novas unidades de conservação na região. O objetivo da ampliação é claro: aumentar a proteção à biodiversidade marinha e à avifauna do Atlântico Sul, restringindo algumas atividades de exploração da pesca e, eventualmente, de petróleo em determinados locais, já que um eventual derramamento de óleo pode significar a contaminação de uma vasta área.

A lancha que deixa Edinho em Santa Bárbara trará de volta ao continente a outra monitora ambiental do ICMBio, Maria Bernardete Rosa, que ficou quase 20 dias trabalhando no arquipélago. Berna, como é conhecida na região, chegou quase por engano na ilha militar, em 1988. Acompanhando o marido na aventura de trabalhar para os oficiais da Marinha, a então jovem estudante de pedagogia se apaixonou pelos atobás e, principalmente, pela vida marinha do lugar. Com o tempo, se tornou especialista em mergulho livre, alcançando até 25 metros de profundidade sem o auxílio de cilindro de ar. Atualmente, além de realizar as funções de monitora ambiental ela faz pesquisas no parque. “Passo o máximo de tempo possível aqui. Abrolhos já faz parte da minha vida e nem sei mais como me desligar agora. Cuidar e estar em um lugar desses é um privilégio”, afirma.
Mas a ampliação do parque não está livre de contradições ou questionamentos – não da necessidade da proteção, mas da forma como ela pode se dar. E uma das frentes mais atuantes se encontra bem próxima dali, juntos às comunidades pesqueiras que tiram o sustento de suas famílias lançando redes sobre a grande estrutura coralínea.

Du Pescador, como o próprio nome sugere, vive da extração de camarão e da pesca em Caravelas. Coordenador da colônia de pescadores da cidade, que reúne 1.350 moradores, há 35 anos Du passa boa parte dos dias dentro do seu barco, em alto-mar. Ele conta que entre os meses de maio e junho a comunidade pesqueira da área chega a alcançar uma produção de 120 quilos de camarão por dia. Além do crustáceo, a região também é rica em peixes de diferentes tipos. A pesca praticada em Caravelas é artesanal, feita com rede de arrasto ou linha, e não é considerada predatória. “Nós temos muito respeito pela natureza. Aprendemos isso desde cedo. Faz parte da tradição, que passa de pai para filho”, afirma o pescador. Assim como o coordenador, pelo menos mais 20 mil pessoas dependem da pesca no entorno do Parque Nacional Marinho e a atividade de todos rende cerca de R$ 100 milhões por ano.

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