Dia lindo aqui na Ilha Santa Bárbara!
Aprendendo sobre pássaros com a monitora ambiental Berna Barbosa e sobre motores com o pessoal da Marinha, rsssss.
Um espaço para conhecer e se informar sobre os temas relacionados à região de Caravelas, extremo sul da Bahia, local de uma rica história, muita cultura, gente acolhedora, pescadores e pescadoras artesanais, marisqueiras, manguezais, rica biodiversidade, berçário das baleias Jubarte e porta de entrada para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Mais sobre as baleias Jubarte
A chegada das baleias à costa baiana é esperada durante todo o ano. Em terra, estão os olhares apaixonados dos turistas e os olhares curiosos, mas não menos apaixonados, dos cientistas que buscam cada vez mais conhecer a espécie.
Nesse período, o litoral da Bahia, mais precisamente Caravelas, no extremo sul, e Praia do Forte, no norte, são áreas onde as jubartes acasalam e amamentam os filhotes.
Conhecida também como baleia corcunda, a baleia-jubarte é chamada pelos cientistas de Megaptera novaeangliae. Quando uma jubarte salta, rompendo a tranqüilidade das águas, é um espetáculo impressionante. Elevando seu corpo quase completamente fora d’água, por alguns segundos ela parece querer vencer a gravidade e alçar vôo. Neste momento suas longas nadadeiras peitorais, que chegam a medir até 1/3 de seu comprimento, poderiam ser comparáveis às asas de um pássaro.
Esta é a origem do nome Megaptera que em grego antigo significa “grandes asas”. Quem observa uma jubarte saltando fica fascinado com a beleza do espetáculo, mas com certeza ficaria ainda mais impressionado ao descobrir que aquele corpo que se projeta no ar pode pesar de 35 a 40 toneladas e medir cerca de 16 metros de comprimento.
De acordo com a característica migratória da espécie, todos os anos, as jubartes cumprem rigorosamente a sua rota: deixam as águas gélidas da Antártida para o aconchego da costa brasileira.
No Atlântico Sul Ocidental, a principal área de reprodução desta espécie é o Banco dos Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Nos meses de julho a novembro, estas baleias procuram as águas quentes, tranquilas e pouco profundas de Abrolhos para acasalar e dar à luz a um único filhote, que nasce após uma gestação de aproximadamente 11 meses.
A caça indiscriminada reduziu drasticamente quase todas as populações de baleias do planeta. Conhecidas pelo temperamento dócil, as baleias jubarte eram alvos fáceis da caça indiscriminada. Na época da pesca artesanal, milhares de baleias foram mortas no litoral da Bahia. Na “armação” – nome dado às instalações onde as baleias eram esquartejadas - eram retiradas a gordura e a carne. Da gordura se extraía o óleo, que era usado para iluminação de cidades brasileiras e da Europa, e também matéria-prima para a argamassa, utilizada nas construções das cidades.
Antes da caça, a população mundial de baleias jubarte totalizava cerca de 200 mil. Atualmente restam aproximadamente 25 mil indivíduos distribuídos em todos os oceanos.
Em 1966, a Comissão Internacional da Baleia (CIB) proibiu a caça de baleias jubarte e, em 1986, passou a vigorar uma moratória mundial da caça comercial de baleias. Hoje, apenas Japão, Noruega e a Islândia violam a proibição.
O Brasil aderiu à medida proibitiva em 1986 e, desde 1987 há uma lei federal que proíbe a caça de baleias em território nacional. Atualmente o País se destaca como um dos mais importantes defensores das baleias no cenário internacional.
Apesar disso, a baleia jubarte consta na Lista Ofícial de Espécies Ameaçadas de Extinção do IBAMA e do apêndice I da Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies Ameaçadas da Flora e Fauna Selvagens (Cites), além de constar na categoria vulnerável da World Conservation Union (IUCN).
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Vídeo do Aniversário de 2 anos do Jornal O Samburá
Atualize para o Flash Player 10 para obter um desempenho de reprodução aprimorado. Atualize agora ou obtenha mais informações.
O vídeo produzido para a comemoração do aniversário de 2 anos do Jornal O Samburá está disponível na internet, clique aqui assistir!
quinta-feira, 16 de junho de 2011
Aberta a temporada 2011 de observação de baleias em Abrolhos
| Imagem Berna Barbosa. |
Antecipando a temporada das baleias Jubarte no litoral do extremo sul da Bahia, que inicia normalmente a partir de julho, nesta semana já foi possível avistar grupos de baleias no trajeto entre a cidade de Caravelas e o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.
Na região denominada Costa das Baleias, formada pelos municípios de Prado, Caravelas, Alcobaça, Nova Viçosa e Mucuri, o Parna Marinho dos Abrolhos é o palco principal para esta aventura inesquecível.
Na região denominada Costa das Baleias, formada pelos municípios de Prado, Caravelas, Alcobaça, Nova Viçosa e Mucuri, o Parna Marinho dos Abrolhos é o palco principal para esta aventura inesquecível.
Frequentadoras assíduas da região na época da reprodução e cria, quando buscam as águas quentes e rasas da região dos Abrolhos, as baleias Jubarte (Megaptera novaeangliae), também chamadas de baleia corcunda ou preta, podem chegar a 16 metros de comprimento, a pesar 40 toneladas e são conhecidas por seu temperamento dócil, pelas acrobacias que realizam (saltos, exposição de cabeça e nadadeiras, etc.) e por um desenvolvido sistema de vocalização.
Além da observação de baleias, a região possui várias opções de mergulho, com recifes de corais imensos e coloridos, cavernas submarinas e uma imensa variedade de peixes e outros animais marinhos, como diversos tipos de tartarugas.
O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos possui ainda uma sede administrativa na área urbana de Caravelas, local onde se encontra o Centro de Visitantes do Parque Nacional Marinhos dos Abrolhos e onde é possível observar uma réplica em tamanho natural de uma baleia Jubarte. A visitação e o uso das instalações são totalmente gratuitos e o Centro conta com monitores para receber, acompanhar e informar os visitantes sobre o Parque e seus atrativos naturais, além das regras de conduta dentro da Unidade de Conservação, entre outros assuntos. A partir do dia 23/06, feriado de Corpus Christi, as operadoras de turismo Apecatu Expedições, Catamarã Horizonte Aberto e Catamarã Veleiro Sanuk já estão com pacotes para passeios diários e de pernoite para avistagem das baleias. A empresa Apecatu Expedições vai oferecer ainda passeios curtos, de meio dia, para proporcionar esta aventura a quem estiver passando pela região, mas com o tempo curto. Para mais informações, entre em contato com a Secretaria Municipal de Turismo e Esportes de Caravelas, ou com o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, pelo fone: (73) 3297-2258.
O texto também está no site do ICMBIO, aqui.
O texto também está no site do ICMBIO, aqui.
Exposição itinerante alerta população de Caravelas sobre a conservação do ambiente marinho.
Está circulando desde o início do mês de maio, em todo o município de Caravelas e seus distritos a exposição itinerante "Mar em Verso e o Mar Biodiverso", que já percorreu várias capitais do país, bem como o Senado e Câmara dos Deputados em Brasília.
A proposta da Secretaria de Turismo e Esportes, juntamente com as Secretarias de Meio Ambiente e de Educação é alertar os visitantes sobre os impactos causados na biodiversidade marinha e de que maneira essa interferência reflete em nosso cotidiano, já que o ecossistema costeiro é característico em nossa região.
Os 11 painéis com textos relacionados à biodiversidade, ecossistemas costeiros, projetos de conservação de espécies ameaçadas, recursos pesqueiros, entre outros assuntos, foram produzidos pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do Ministério de Meio Ambiente e continuarão na cidade até o mês de julho.
Além de informar a população, a exposição está ajudando a promover entre os jovens e crianças das escolas municipais um concurso de histórias e poesias sobre o tema. Através de parceira com as operadoras de turismo Horizonte Aberto e Apecatu Expedições os estudantes vencedores serão premiados com viagens para o Parque Nacional Marinho dos Abrolhos e participarão da produção de documentários para serem exibidos nas suas escolas quando voltarem do passeio.
De acordo com o secretário de Turismo e Esportes, Fábio Negrão, é importante que a comunidade caravelense tenha acesso às informações sobre a diversidade de espécies que os oceanos contém. "Nossa região conta com a maior diversidade marinha do Atlântico Sul, além de possuir cultura de pesca artesanal, ser área de reprodução e cria das Baleias Jubarte e importante ponto turístico.", complementa o secretário.
A exposição está sendo muito bem aceita, tanto na sede quanto nos distritos, sendo exibida em escolas, órgãos públicos, bares e restaurantes, praças públicas, além de estar presente nas festividades juninas que têm acontecido em vários pontos do município.
Abaixo, imagens de alguns dos banners da exposição quando esteve na praça da Barra, durante as comemorações do aniversário de 2 anos do Jornal O Samburá:
Os banners também estiveram nas escolas da Barra, como na Escola Afrízio Vieira, durante o evento "Luzes da Amazônia Azul, a importância do Mar e dos Faróis para o Brasil", realizado pela Marinha do Brasil durante as comemorações dos 150 Anos do Farol de Abrolhos. Veja mais algumas fotos:
Praias da Bahia
Com uma costa de mais de 1150 km de extensão, a Bahia é o Estado brasileiro com o mais extenso litoral. Não é surpresa, por isso, que a Bahia seja um Estado com muitas praias. O que não deixa de ser surpreendente é que o Estado consiga consagrar várias de suas praias entre as mais conhecidas e visitadas do Brasil.
Turistas contumazes podem citar, afora as capitais, uma ou duas praias em Pernambuco (por exemplo, Porto de Galinhas, Praia dos Carneiros, Tamandaré), em Alagoas (Praia do Francês, Maragogi), Rio Grande do Norte (Pipa, São Miguel do Gostoso, Galinhos), Ceará (Jericoacoara, Canoa Quebrada), mas quando se trata da Bahia, entretanto, fica muito mais fácil mencionar um grande número de praias de alta popularidade: Porto Seguro, Ilhéus, Praia do Forte, Imbassaí, Boipeba, Abrolhos, Morro de São Paulo, Itacaré, Trancoso, Serra Grande e várias outras já foram matéria de diversas revistas de turismo.
E tanto quanto a quantidade, as praias da Bahia chamam atenção pela variedade. Algumas atraem pela beleza natural, outras pelas atividades marinhas, pelos grandes e luxuosos resorts, pelo valor histórico e arquitetônico, pelos esportes radicais, etc. Tantas são as praias que, para facilitar a orientação, o litoral foi dividido em trechos denominados Costas, que guardam entre si alguma semelhança.
O mapa abaixo mostra a divisão das Costas da Bahia.

Costa dos Coqueiros, a única que fica ao Norte da Capital, Salvador; praias: Imbassaí, Praia do Forte, Sauípe.
Baía de Todos os Santos: praias que ficam ao redor da capital. Muitos turistas visitam apenas a capital, e já se encantam com praias como Barra, Stella Maris, ilha de Itaparica.
Costa do Dendê: praias de Boipeba, Valença, Barra Grande.
Costa do Cacau: praias de Itacaré, Itabuna, Ilhéus.
Costa do Descobrimento: praias de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Arraial d’Ajuda, Trancoso.
Costa das Baleias: a mais isolada, praias de Caravelas, Prado, Abrolhos.
Informe-se sobre as praias, veja qual mais se adapta ao seu perfil, e venha visitar a Bahia.
FONTE: Do Blog Turismo em Salvador.
Turistas contumazes podem citar, afora as capitais, uma ou duas praias em Pernambuco (por exemplo, Porto de Galinhas, Praia dos Carneiros, Tamandaré), em Alagoas (Praia do Francês, Maragogi), Rio Grande do Norte (Pipa, São Miguel do Gostoso, Galinhos), Ceará (Jericoacoara, Canoa Quebrada), mas quando se trata da Bahia, entretanto, fica muito mais fácil mencionar um grande número de praias de alta popularidade: Porto Seguro, Ilhéus, Praia do Forte, Imbassaí, Boipeba, Abrolhos, Morro de São Paulo, Itacaré, Trancoso, Serra Grande e várias outras já foram matéria de diversas revistas de turismo.
E tanto quanto a quantidade, as praias da Bahia chamam atenção pela variedade. Algumas atraem pela beleza natural, outras pelas atividades marinhas, pelos grandes e luxuosos resorts, pelo valor histórico e arquitetônico, pelos esportes radicais, etc. Tantas são as praias que, para facilitar a orientação, o litoral foi dividido em trechos denominados Costas, que guardam entre si alguma semelhança.
O mapa abaixo mostra a divisão das Costas da Bahia.

Costa dos Coqueiros, a única que fica ao Norte da Capital, Salvador; praias: Imbassaí, Praia do Forte, Sauípe.
Baía de Todos os Santos: praias que ficam ao redor da capital. Muitos turistas visitam apenas a capital, e já se encantam com praias como Barra, Stella Maris, ilha de Itaparica.
Costa do Dendê: praias de Boipeba, Valença, Barra Grande.
Costa do Cacau: praias de Itacaré, Itabuna, Ilhéus.
Costa do Descobrimento: praias de Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Belmonte, Arraial d’Ajuda, Trancoso.
Costa das Baleias: a mais isolada, praias de Caravelas, Prado, Abrolhos.
Informe-se sobre as praias, veja qual mais se adapta ao seu perfil, e venha visitar a Bahia.
FONTE: Do Blog Turismo em Salvador.
terça-feira, 14 de junho de 2011
Extração de gás em Abrolhos preocupa ambientalistas
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Vazamento de Petróleo - Foto Internet |
A memória do vazamento na plataforma de petróleo no Golfo do México, em abril do ano passado, deixa os ambientalistas mais preocupados sobre a exploração de recursos fósseis próxima ao santuário ecológico do arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia. “O caso do Golfo do México foi emblemático, pois mostrou que mesmo com as melhores tecnologias existe o risco de um acidente”, diz Márcia Engel, diretora-presidente do Instituto Baleia Jubarte.
Abrolhos é conhecida como a área de maior biodiversidade marinha no Atlântico Sul, além de possuir pesca artesanal, ser área de reprodução das baleias jubarte e importante ponto turístico.
O bloco BM-J-2, que obteve recentemente a licença de operação para exploração de gás pela Queiroz Galvão, fica fora do chamado banco de Abrolhos – área com cerca de 42 mil quilômetros quadrados que abrange uma zona entorno do parque, considerada importante para a proteção dos recifes, mas que ainda não tem proteção legal. Mesmo assim, o início da exploração do gás acendeu o sinal amarelo para os ambientalistas.
Segundo Leandra Gonçalves, do Greenpeace, o bloco está muito próximo do limite do banco de Abrolhos, e a atividade petrolífera representa um perigo. “O risco da exploração é muito alto, inestimável, e o impacto de um vazamento é irreversível. Por isso há uma série de condicionantes antes, durante e depois da exploração”, diz ela.
A licença concedida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) adotou grau de exigência maior para a detecção de vazamentos, com uso de mecanismos de vigilância durante a noite e presença permanente de embarcações equipadas para conter e recolher derramamentos acidentais.
A ação, no entanto, ainda é vista com desconfiança pelos ambientalistas. “A gente desconhece como isso será feito, e nos preocupa saber qual o nível de eficiência dessas técnicas”, diz Márcia.
Para garantir a proteção legal de toda a área do banco de Abrolhos, além do parque que já tem essa proteção, eles defendem que sejam criadas mais unidades de conservação (UCs), o que deixaria a região menos vulnerável a decisões políticas. Em 2006, o Ibama publicou uma portaria que criava a zona de amortecimento do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, que abrangia toda a área, uma reivindicação das Organizações Não Governamentais (ONGs). A medida restringia atividades como a exploração de petróleo e gás natural, mas foi derrubada um ano depois. Hoje os ambientalistas abandonaram essa estratégia e passaram a defender a criação das UCs.
No momento, Leandra afirma que o importante é acompanhar se as medidas de mitigação de riscos antes da exploração estão sendo realizadas. “Não se deve permitir que a exploração comece sem essas medidas”, diz ela. A coordenadora do Greenpeace cita medidas contempladas no EIA-Rima como o monitoramento pesqueiro, para que se saiba o impacto da atividade no trabalho das comunidades locais, e a construção de estruturas de despoluição dos resíduos da plataforma.
FONTE: Blog do Jornal O Samburá, texto também disponível no site Valor Econômico Online.
A Queiroz Galvão vai explorar gás em Abrolhos?
Ibama concedeu licença de operação para área próxima ao santuário ecológico no Sul da Bahia
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente (Ibama) concedeu, pela primeira vez, uma licença de operação para exploração de gás em região próxima ao santuário ecológico do arquipélago de Abrolhos, no Sul da costa da Bahia, constituído por cinco ilhas.
A licença de perfuração exploratória de gás, concedida à empresa Queiroz Galvão Exploração e Produção, até 2013, impõe várias condicionantes inéditas até agora nos procedimentos do Ibama. Pela primeira vez, a autarquia ambiental exigirá o uso de mecanismos para detecção noturna de eventuais vazamentos de petróleo no mar, além da presença permanente de duas embarcações tipo navios-tanque equipados para conter e recolher possíveis derramamentos acidentais de óleo.
Adotamos medidas com maior grau de exigência para aprovar um plano de emergência porque é uma área sensível, de águas rasas, e local de grande biodiversidade e de reprodução de tartarugas marinhas, afirmou ao Valor a diretora de Licenciamento Ambiental do Ibama, Gisela Forattini.
As operações no poço licenciado ocorrerão, segundo o Ibama, a 250 quilômetros de distância das cinco ilhas integrantes do Parque Nacional Marinho de Abrolhos, criado em 1983. A região é considerada um santuário no Atlântico Sul para a biodiversidade. Além de tartarugas-marinhas e atobás (aves comuns na área), a região é considerada um dos melhores lugares para avistar baleias jubarte e uma grande fauna marinha. Os recifes de coral de Abrolhos estão entre os mais exuberantes ecossistemas do mundo. A região ostenta a principal formação de corais do Atlântico Sul.
Por isso, tomamos toda a cautela do mundo para licenciar o poço de gás, disse Gisela Forattini. Optamos por ser mais conservadores por causa da sensibilidade da área, completou. A Petrobras também tem pedido de licença de operação para um bloco de exploração de gás no pré-sal da região, em local muito mais profundo e também distante da costa da Bahia.
As perfurações no bloco batizado de BM-J-2, situado a 20 quilômetros da costa, serão limitadas a quatro meses do ano, entre junho e setembro. A meta é prevenir e evitar eventuais dispersões de vazamentos. Nessa época do ano, segundo o Ibama, as condições oceânicas e climáticas são mais seguras para evitar que derramamentos de óleo atinjam Abrolhos. É um período de menor probabilidade de dispersão, disse Gisela Forattini.
Nos quatro meses permitidos, um eventual vazamento de óleo ocorreria em direção do norte, longe da posição do arquipélago. Mesmo sendo uma licença para exploração de gás, que apresenta menores riscos ambientais, o Ibama tomou precauções adicionais, segundo a diretora, considerando a possibilidade secundária de vazamento de óleo na região.
A licença do Ibama, expedida na sexta-feira, impõe algumas condicionantes à Queiroz Galvão. A empresa terá de apresentar, em dez dias, um Plano de Emergência individual consolidado. Em cinco dias, será obrigada a informar ao Ibama as datas efetivas do início e do término das atividades de perfuração do poço exploratório.
A empresa também terá a obrigação de encaminhar ao Ibama, em 30 dias, os projetos ambientais e colocar em prática o cronograma de seis projetos e um plano ambiental. Haverá desde o monitoramento ambiental, passando por desembarque pesqueiro, praias, controle de poluição, educação ambiental de trabalhadores, comunicação social e atividade pesqueira.
Antes de iniciar as atividades, a Queiroz Galvão terá de aprovar, em vistorias, todas as embarcações e bases de apoio envolvidas. Também será obrigada a apresentar relatório ambiental consolidado de projetos ambientais.
A empresa não poderá perfurar sobre bancos de corais ou algas. Nesse caso, o poço deverá ser deslocado para outra posição. A licença prevê, ainda, a aplicação de dispersantes químicos em caso de vazamentos e cronograma de realização de exercícios simulados para eventuais derramamentos de óleo.
FONTE: caravelasnews, também disponível no Valor Econômico Online.
Assembleia constitui “Câmara de Turismo da Costa das Baleias”
A associação “Câmara de Turismo da Costa das Baleias” (CTCB), formada por representantes da sociedade civil organizada e do setor público dos sete municípios da Costa das Baleias (Alcobaça, Caravelas, Itamaraju, Mucuri, Nova Viçosa, Prado e Teixeira de Freitas), foi constituída nesta quinta-feira, 19 de maio, em assembleia realizada na cidade de Teixeira de Freitas.
A pauta do encontro foi a aprovação do estatuto da associação, e eleição da diretoria executiva e conselho fiscal. A associação vem sendo planejada e organizada há cerca de três anos enquanto Conselho de Turismo do Pólo do Descobrimento, em que participavam representantes da Costa do Descobrimento e da Costa das Baleias.
“Nós percebemos que existiam demandas diferentes, situações diferentes, por isso que foi incentivada pelo próprio Governo do Estado da Bahia, e pela Secretaria Estadual de Turismo, que a Costa das Baleias tivesse a sua câmara e discutisse os seus problemas e traçasse projetos, objetivos, e a Costa do Descobrimento da mesma forma. O Conselho de Turismo é hoje a soma de representantes dessas duas instâncias de governança”, explicou Araildes Martins, agente de Desenvolvimento do Banco do Nordeste Brasileiro (BNB), que também faz parte da associação.
A Câmara de Turismo da Costa das Baleias é uma associação de turismo e visa o desenvolvimento do turismo sustentável da região e trabalhar com os gestores municipais, com representantes da comunidade. Desde projetos de infraestrutura, de eventos, de capacitação.
“A nossa prioridade é formular projetos para aumentar a temporada turística, e não ser vinculada a temporada turística exclusivamente do verão e para poder divulgar as belezas da região da Costa das Baleias. E nós vamos correr atrás de fundos, de parcerias, para divulgá-la para o Brasil e o mundo”, afirmou a representante da Associação da Costa das Baleias (ACB), presidente eleita da CTCB, Laura Pin.
FONTE: SulBahiaNews.
sábado, 11 de junho de 2011
Jornal O Samburá comemorou 2 anos
É claro que a festa foi muito bonita, teve até bolo e o sorteio de brindes, resultado do apoio de diversos parceiros, como o PARNAM Abrolhos, a Secretaria Municipal de Turismo e Esportes, a ong Conservação Internacional, o Instituto Baleia Jubarte, a Fundação Professor Benedito Ralile, a ong Greenpeace, a Associação de Pescadores de Rede de Arrasto, Boeira, Fundo de Arraieira de Caravelas (APESCA), a TV Abra os Olhos, o movimento Arte Manha, o Cineclube Caravelas, o Avenida Filmes e a empresa Agrorosa.
Para ver mais fotos desta atividade, acesse o BLOG do Jornal O Samburá, clicando aqui!
O Jornal O Samburá é produzido por um grupo de amigos de Barra de Caravelas e além de informar a população da região sobre os assuntos relacionados a esta comunidade, tem a intenção de divulgar a realidade dos pescadores e pescadoras artesanais da região.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Reunião do Conselho Deliberativo da RESEX Corumbau no próximo dia 18/06
A próxima Reunião do Conselho Deliberativo da RESEX Corumbau acontecerá no dia 18 de junho (sábado), às 10:00, na sede da Associação de Pescadores Artesanais e Amigos da Costa do Descobrimento - APAACD, em Imbassuaba - Prado/BA. Para maiores informações entre em contato através dos telefones (73) 32982592 (Janina ou Ronaldo) e sugestões de inclusão de pauta através dos e-mails:resexcorumbau.ba@icmbio.gov.br; janina.santos@icmbio.gov.br e ronaldo.oliveira@icmbio.gov.br.
FONTE: Enviado por Equipe RESEX Corumbau.
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Parna Marinho dos Abrolhos é um Sítio Ramsar, você sabe o que significa isso?
O Instituto Chico Mendes pretende estimular que unidades de conservação sejam designadas Sítios Ramsar, segundo os critérios da Convenção de Ramsar. A equipe do ICMBio em Foco conversou com Rafael Almeida Magris, analista ambiental da Coordenação de Criação de Unidades de Conservação - CCUC, sobre esse assunto.
Todos os países membros da Convenção sobre Zonas Úmidas, mais conhecida como Convenção de Ramsar, devem designar pelo menos uma zona úmida de importância internacional, geralmente conhecidas como Sítios Ramsar. Essa convenção é um tratado intergovernamental que estabelece marcos para ações nacionais e para cooperação entre países com objetivo de promover a conservação e o uso racional de zonas úmidas no mundo.
São ambientes que estão alagados de forma permanente ou com frequência, como lagos, rios, lagoas, pântanos, manguezais, salinas, praias arenosas, recifes de coral. A Convenção de Ramsar tem um sistema detalhado com classificação da tipologia de zonas úmidas que serve de apoio à designação dos sítios. Essas zonas apresentam grande diversidade biológica, nos ajudam a manejar as reservas de água doce, além de prestar muitos outros serviços ambientais, incluindo o armazenamento de carbono.
O Brasil acolhe uma grande variedade de ambientes úmidos, dentre os quais 11 foram designados Áreas Úmidas de Importância Internacional. Pelas regras brasileiras, a designação só pode ocorrer em unidades de conservação legalmente instituídas. Quatro unidades de conservação administradas pelo ICMBio estão entre essas áreas: Parque Nacional do Araguaia (TO), Parque Nacional Marinho dos Abrolhos (BA), Parque Nacional da Lagoa do Peixe (RS) e Parque Nacional do Pantanal Matogrossense (MT).
Para isso, cinco etapas devem ser cumpridas. Primeiro passo, o preenchimento da Ficha Informativa Ramsar – FIR, disponível em www.ramsar.org. Nessa ficha é incluída uma série de informações gerais sobre o local tais como a localização e a área do sítio proposto, o critério aplicado segundo a Convenção e justificativa, além de informações ecológicas, físicas e da importância social dos ambientes úmidos. Segundo passo, a tradução da ficha para algum idioma oficial da Convenção - inglês, espanhol e francês. O terceiro passo é o encaminhamento da proposta à instância responsável no MMA. A quarta etapa consiste na análise e aprovação da proposta pelo Comitê Nacional de Zonas Úmidas. E, por fim, o encaminhamento à Convenção para análise técnica das informações presentes na FIR. Qualquer unidade de conservação sob administração do ICMBio que se destaque pela presença de áreas úmidas dentro de seus limites pode se submeter ao processo. Informações adicionais sobre o processo e o preenchimento da FIR podem ser obtidas comigo pelo e-mail rafael.magris@icmbio.gov.br.
→ Como está sendo realizado o trabalho de identificação de áreas potenciais para designação de novos sítios?
Além da demanda espontânea, haverá uma demanda induzida para o aumento do número de Sítios Ramsar no Brasil. Nesse caso, foi criada uma Comissão Técnica sobre Critérios para Designação de Sítios Ramsar no âmbito do Comitê Nacional. A Comissão Técnica tem trabalhado na avaliação de critérios para priorização das unidades de conservação que serão alvo do processo de designação. Esses critérios têm levado em consideração a variedade e o percentual de ambientes úmidos contidos nas UCs, a singularidade desses ambientes, a representatividade ecossistêmica, além de informações sobre a localização das IBAs - áreas de importância para aves - e KBAs - áreas de importância para peixes de distribuição restrita, pontos-chave para a conservação.
→ Quais as vantagens para a UC ao ser reconhecida como Sítio Ramsar?
A designação de um sítio funciona para a UC como um instrumento complementar de gestão, dando visibilidade internacional à área bem como garantindo acesso a novos fundos, desenvolvimentos de projetos e parcerias.
FONTE: ICMBIO EM FOCO número 148, Ano IV, Brasília, 03/06/2011
Abrolhos constroi painel de Gestão à Vista
Impulsionada pela Oficina de Planejamento Estratégico do ICMBio ocorrida na CR7 – Porto Seguro, conduzida este ano pelos consultores da NEXUCs, a equipe do Parque Nacional Marinho de Abrolhos (BA) formulou o Painel de Gestão à Vista, no qual constam as metas e indicadores institucionais do parque. Esses dados estão apresentados em forma de gráficos das perspectivas do beneficiário, do aprendizado, da sociedade e governo, dos processos finalísticos, dentre outras informações.
Segundo Ricardo Jerozolimski, chefe do Parna, “essa é uma primeira versão do nosso painel, um tanto quanto rústica, mas que mostra que com pouco recurso é possível implementá-lo. O mais importante é que as UCs se apropriem dessa ferramenta e façam uso dela no seu dia a dia”. A Coordenação-geral de Espécies Ameaçadas - CGESP também fez o seu Painel de Gestão à Vista, que está ex posto no hall de entrada da Dibio, em Brasília. A coordenação foi a primeira a elaborar esse painel, ainda no ano passado.
Segundo Ricardo Jerozolimski, chefe do Parna, “essa é uma primeira versão do nosso painel, um tanto quanto rústica, mas que mostra que com pouco recurso é possível implementá-lo. O mais importante é que as UCs se apropriem dessa ferramenta e façam uso dela no seu dia a dia”. A Coordenação-geral de Espécies Ameaçadas - CGESP também fez o seu Painel de Gestão à Vista, que está ex posto no hall de entrada da Dibio, em Brasília. A coordenação foi a primeira a elaborar esse painel, ainda no ano passado.
O coordenador de Planejamento, Flavio Baran, aplaude a iniciativa e destaca que o planejamento estratégico é prioridade da atual gestão do ICMBio. “O Painel de Gestão à Vista é uma ferramenta para se verificar a eficácia das ações em direção às metas. Elaborado de forma clara e objetiva, o painel apresenta dados e informações que permitam aos dirigentes do órgão, aos funcionários e à sociedade acompanhar e analisar os resultados da instituição”, explica.
FONTE: ICMBIO EM FOCO número 148, Ano IV
domingo, 5 de junho de 2011
Resex do Cassurubá define composição do Conselho Deliberativo
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| Foto: Marcelo Lourenço |
No Dia Mundial do Meio Ambiente, em 2009, o então presidente Lula assinou decreto criando a Reserva Extrativista do Cassurubá, na Bahia. Foi um fato histórico para toda a região do extremo sul do estado, em especial para os extrativistas, que tiveram seu território garantido. Mas, para que a Resex se efetive em seu papel de garantir a manutenção dos meios de vida daquela população e os beneficiários sejam os protagonistas na gestão do território, é necessária a formulação de um dos principais instrumentos de gestão, o conselho deliberativo.
Hoje, em comemoração ao segundo aniversário da unidade, ocorreu a reunião final para definir a composição do conselho deliberativo da Resex do Cassurubá. Mesmo com o forte “vento sul”, frente fria na região, estiveram presentes cerca de 200 pessoas das comunidades beneficiárias e outras entidades e instituições envolvidas com a UC. O evento foi realizado no porto da Tapera, local no interior da Resex tradicionalmente utilizado para o lazer dos beneficiários e outros moradores da região.
Na intenção de tornar o processo o mais democrático possível, valorizou-se o conhecimento, a cultura e os anseios dos beneficiários. Para isso, diversas oficinas foram realizadas visando, entre outros assuntos, obter informações dos extrativistas e sanar dúvidas relacionadas à Resex, ao seu funcionamento e aos conselhos gestores. Em todas as etapas procurou-se prover as melhores formas de acesso dos comunitários, respeitando seus horários e modos de vida, além da utilização de ferramentas que permitiam a participação dos extrativistas.
Todo o processo só foi possível graças ao empenho e esforço de um conjunto de parceiros locais como Arte Manha, Câmara Municipal de Vereadores de Nova Viçosa, Cepene/Projeto Manguezal, CI-Brasil, Cine Clube Caravelas, Ecomar, Instituto Baleia Jubarte, Prefeitura Municipal de Caravelas, Prefeitura Municipal de Nova Viçosa, além dos protagonistas do processo, os extrativistas.
FONTE: ICMBIO EM FOCO, número 149
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Curso Conduta Consciente em Ambientes Recifais movimenta o Auditório do Colégio Polivalente de Caravelas
Está acontecendo no Colégio Polivalente de Caravelas nos dias 01, 02 e 03 de junho, das 19 às 22 horas, o Curso de Conduta Consciente em Ambientes Recifais, uma atividade realizada pelo Colégio Polivalente de Caravelas, juntamente com a Secretaria Municipal de Turismo e Esportes de Caravelas. O curso tem o objetivo de capacitar os 60 alunos, do 1° ao 4° ano do Curso Técnico em Turismo, no tema, formando mais multiplicadores da campanha de Conduta Consciente em Ambientes Recifais no litoral baiano.
A Campanha de Conduta Consciente em Ambientes Recifais é promovida desde 2000 pelo Ministério do Meio Ambiente e foi desenvolvida com o objetivo de divulgar a importância de se preservar os ambientes marinhos sobre a importância da preservação dessas áreas e incentivar uma prática responsável nos usuários de unidades de conservação e de ambientes com recifes de coral a ser adotada nas atividades turísticas e recreativas em locais com recifes de coral.
Abaixo, alguns momentos do 1° dia:
Cocada de janela
Uma tradição forte aqui no interior da Bahia sempre foi as cocadas de janela. Muitas donas de casa, para incrementar a economia do lar, faziam as cocadas e as colocavam à venda em vasos de vidro expostos em suas janelas.
Na maioria dessas cidadezinhas do interior, cheias de coqueiros tão frondosos, é fácil encontrar!
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