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terça-feira, 3 de abril de 2012

Mobilização contra Código Florestal defende mangue como o “berçário da vida”

A campanha “Mangue Faz a Diferença” ganhou forças no início deste ano, quando a organização conseguiu o apoio de pescadores e pessoas que passavam as férias no litoral brasileiro.
 
Existem muitos pontos ambientalmente preocupantes na proposta de mudança do Código Florestal. Um deles é a questão dos mangues, considerados Áreas de Preservação Permanente (APP), que podem perder de 10% a 35% de sua área protegida.

O tema serviu de inspiração para que a ONG ambiental SOS Mata Atlântica criasse uma campanha contra a mudança na legislação, utilizando o argumento de que muitas espécies, famílias e até mesmo a economia podem ser prejudicados pela perda do mangue.

A campanha “Mangue Faz a Diferença” ganhou forças no início deste ano, quando a organização conseguiu o apoio de pescadores e pessoas que passavam as férias no litoral brasileiro. A proximidade dos grupos que estavam no litoral com os mangues, fez com que o tema fosse enxergado de maneira diferente e ganhasse grande popularidade e apoio.

A conscientização gira em torno do fato de o manguezal ser considerado o “berçário da vida”. O bioma abriga diversas espécies e também funciona como fonte de renda e alimento para muitas famílias de pescadores. Portanto, o grande desafio e o principal motivador da mobilização é conseguir conscientizar as pessoas que estão na cidade. Conforme explicado por Beloyanis Monteiro, coordenador de mobilizações da SOS Mata Atlântica, em entrevista ao Programa CicloVivo.

“A maior parte das pessoas já viu um mangue. Esta não é uma realidade muito distante. Talvez as pessoas não saibam da importância, e esse é o nosso desafio: passar a mensagem de que o mangue é importante”, explicou.

Os esforços da ONG contra o Código Florestal têm surtido efeito. A campanha de popularizou com as hashtags #manguefazadiferenca e #florestafazadiferenca. Assim, diversos jovens e pessoas que não costumam ter contato com a área ambiental, mas estão ligados às redes sociais, tomaram conhecimento sobre os impactos que a legislação pode causar à natureza.

O resultado deste viral foi a coleta de mais de um milhão e meio de assinaturas, pedindo que a presidente Dilma Rousseff vete a proposta de mudança no Código. O material foi levado ao planalto, pare ser entregue em mãos à presidente. No entanto, ela não recebeu os ativistas e o abaixo-assinado teve que ser entregue ao secretário Gilberto Carvalho.

“O Código Florestal é um a história de todo mundo, não é só de ambientalista. É uma questão que envolve o pequeno produtor, envolve o pescador, envolve o cara da cidade. Não dá para ficar quieto. Como cidadãos nós temos um papel muito importante. Então agora é o momento de unir forças”, argumentou Monteiro.

O ambientalista ainda esclarece que o movimento não é necessariamente contrário à mudança, mas sim à maneira como ela vem sendo proposta. O Código Florestal atual é muito antigo, datado de 15 de setembro de 1965, portanto, é indiscutível que existe a necessidade de uma reformulação e atualização. No entanto, a proposta atual é tida como um retrocesso ambiental, capaz de, até mesmo, deixar o Brasil em situação pouco confortável durante a Rio+20, evento ambiental que será realizado no Rio de Janeiro, em junho deste ano.

Diante da importância do impedimento desta decisão, Monteiro explica que a hora de os brasileiros agirem é agora. “Se a gente achar que a batalha está ganha, a gente vai entregar de ‘mão beijada’. Nós temos que nos engajar e pressionar [as autoridades]”, finalizou.

FONTE: Texto de Thaís Teisen – Redação CicloVivo, disponível também aqui.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Representantes da Reserva Extrativista do Cassurubá presentes no VII FBEA

Representantes da agricultura familiar e de quatro Reservas Extrativistas (Resex) do estado compareceram ao VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (VII FBEA) com seus produtos artesanais: a de Canavieiras; a da Bahia do Iguape, em Maragojipe; a de Corumbau, em Porto Seguro e Prado; e a de Cassurubá, que envolve Caravelas e Nova Viçosa.

Ernesto Monteiro é pescador artesanal da Reserva Extrativista de Canavieiras, no sul do estado. Segundo ele, a participação das comunidades tradicionais mostra que o extrativismo contribui para a economia do estado, por meio do material coletado nas marés e na floresta. “A sobra destes produtos é reaproveitada nos artesanatos, como os que estamos expondo. O extrativismo é uma saída para a sustentabilidade ambiental”.

Adriana Silva faz parte da Cooperativa de Coleta Seletiva, Processamento de Plásticos e Proteção Ambiental (Camapet). Eles produzem joias a partir de garrafas pet. “Começamos com uma parceria com a Universidade do Estado da Bahia [Uneb] e com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico [CNPq], por meio de uma incubadora. Passamos seis meses em sala de aula, aprendendo um pouco de design de joias”.

Experiências da Feira Sustentável promovem inclusão social

De acordo com o secretário do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, essas experiências expostas na feira são iniciativas de economias socioambientais voltadas para a sustentabilidade. “Este talvez seja o grande desafio que enfrentamos hoje na área ambiental, que é dar efetividade para que as ações de desenvolvimento sustentável se concretizem em melhoria da qualidade de vida para os setores da sociedade que estão fora do processo produtivo e marginalizados”.

Spengler afirmou que a educação ambiental envolve a lógica da inclusão social, associando iniciativas de produção de alimentos, vestuário, equipamentos e reciclagem, “demonstrando ser fundamental uma mudança no padrão de produção e consumo. Para isso, é necessário que tenhamos políticas efetivas de redução na quantidade dos recursos naturais utilizados na produção de bens e consumo”.

Para o professor da Universidade Estadual do Sudoeste (Uesb) e coordenador da Feira Sustentável da Agricultura Familiar, Miro Conceição, o mais interessante do evento é a presença, pela primeira vez, da agricultura familiar em um fórum de educação ambiental. Os agricultores estão expondo seus produtos e aprendendo o que é a educação ambiental e como ser multiplicadores deste conhecimento.

Transversalidade

“A proposta é incluir, de forma transversal, a educação ambiental na assistência técnica de extensão rural. Aqui, eles estão tendo oficinas e minicursos, onde aprendem a trabalhar temas simples como o lixo, cuidado com as matas e com as nascentes”, afirmou Miro. Além da Uneb e da coordenação do Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, a iniciativa envolve a Secretaria da Agricultura do Estado (Seagri), por meio da Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e da Superintendência da Agricultura Familiar (Suaf).

FONTE: Ascom Sema-BA

sexta-feira, 9 de março de 2012

Consulta pública analisa regulamentação de reservas extrativistas

Lideranças dos povos e comunidades tradicionais e representantes do MMA e MDA vão definir, em consulta pública, o teor da proposta de decreto a ser enviada à Presidência da República
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Os ministérios do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário reúnem, nesta semana, em Brasília, cerca de 50 representantes de reservas extrativistas e povos e comunidades tradicionais de todo o País. O encontro é para debater a regulamentação dessa categoria de unidade de conservação de uso sustentável e assistência técnica para atividades econômicas desenvolvidas nelas e no seu entorno.

Participam, também, do I Seminário de Assistência Técnica para Reservas Extrativistas e da consulta pública, o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade e o Conselho Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais. A análise da proposta de decreto de regulamentação está prevista para os dias 8 (quinta-feira) e 9 (sexta-feira).

A minuta foi elaborada por um grupo de trabalho coordenado pela Secretaria de Biodiversidade e Florestas do MMA com a participação de membros do MDA, ICMBio e do CNPCT. Após a aprovação do texto final, o documento será submetido a uma nova consulta, só que pela Internet, para depois será submetido à Casa Civil da Presidência.

FONTE: MMA

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

CARTA DOS EXTRATIVISTAS E AGROEXTRATIVISTAS

Carta dos Extrativistas e Agroextrativistas produzida durante o Encontro realizado em Goiânia no dia 03 de fevereiro de 2012:

À Sociedade Brasileira
Nós ‐ extrativistas, agroextrativistas, agricultores familiares, assentados, mulheres quebradeiras de coco babaçu, vazanteiros, ribeirinhos, geraizeiros, retireiros e pescadores dos estados de Goiás, Minas Gerais, Bahia, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e Piauí, reunidos na cidade de Goiânia nos dias 1 e 2 de fevereiro de 2012, após avaliação e análise criteriosa do que vem ocorrendo nos cerrados brasileiros, vimos a público informar e exigir providências imediatas diante da grave situação que se encontra esse bioma e seus povos.

Para ler a Carta completa, clique aqui.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Está chegando o aniversário da RESEX do Corumbau

No dia 21 de setembro a Reserva Extrativista (Resex) Marinha do Corumbau estará alcançando o seu 11º ano de existência. A cada ano a festa é realizada em uma comunidade extrativista da Resex e em 2011 ela acontecerá em Cumuruxatiba, que receberá extrativistas de todas as comunidades: Imbassuaba, Veleiro, Corumbau, Bugigão, Barra Velha, Caraíva e Curuípe, além de convidados e grupos culturais da região do extremo sul.

A Associação de Pescadores de Cumuruxatiba (APEC) está responsável pela organização dessa festa, que ainda não tem nenhum patrocinador oficial para realização da mesma, o que significa que as comunidades estarão se organizando e buscando parceiros para a realização da festa.

Para apoiar o evento ou saber mais detalhes, entre em contato com Juliana S. Prataviera
 pelos telefones (73) 9128-0576 ou 8817-4089.


quinta-feira, 9 de junho de 2011

Reunião do Conselho Deliberativo da RESEX Corumbau no próximo dia 18/06

A próxima Reunião do Conselho Deliberativo da RESEX Corumbau acontecerá no dia 18 de junho (sábado), às 10:00, na sede da Associação de Pescadores Artesanais e Amigos da Costa do Descobrimento - APAACD, em Imbassuaba - Prado/BA.

Para maiores informações entre em contato através dos telefones (73) 32982592 (Janina ou Ronaldo) e sugestões de inclusão de pauta através dos e-mails:resexcorumbau.ba@icmbio.gov.br; janina.santos@icmbio.gov.br e ronaldo.oliveira@icmbio.gov.br.

FONTE: Enviado por Equipe RESEX Corumbau.


sexta-feira, 15 de abril de 2011

Sobre a reunião do Conselho Deliberativo da RESEX Corumbau






A convite do ICMBio e da chefia da RESEX, aconteceu em Cumuruxatiba nos dias 26 e 27 do mês de março a 33ª reunião do Conselho Delibarativo da Resex Corumbau.
 
Houve a participação dos conselheiros de todas as comunidades, representantes das ONGs que compõem o conselho, como o Instituto Baleia Jubarte e a Conservação Internacional, representantes dos pescadores e marisqueiras e grupos locais, como o pessoal do grupo Tanara, que ficou responsável por preparar um momento cultural e de entrosamento entre as comunidades.
 
Juntamente com a reunião foram realizadas oficinas de capacitação do conselheiro (a) visando o melhor entendimento do papel dos Conselheiros e do Conselho. Os temas abordados foram:
# O papel do Conselho e dos Conselheiros;
# Aprovação do novo Regimento interno ;
# Construção do plano de ação do Conselho.
 
Foram apresentados slides com alguns momentos marcantes que aconteceram na Resex durante esses 11 anos. Momentos de união, felicidade, luta e de brigas, brigas essas pelos direitos e melhorias. Também foram exibidas as edições 1 e 2 do jornal Comunitário Tanara, terminando a noite com um bom e agradável forrozinho.

FONTE: Blog Tanara, disponível aqui.