quarta-feira, 11 de setembro de 2013

O tiro do Secretário de Jaques Wagner contra o MST

O secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Maurício Barbosa, endossou a atitude do número 2 da pasta, Ary Pereira, de disparar três tiros contra manifestantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) que tentavam ocupar o prédio da secretaria, nesta terça-feira, 10 de setembro.


Em entrevista ao Bahia Notícias, o titular da pasta defendeu o seu auxiliar e criticou a ação dos manifestantes que cobravam celeridade nas investigações sobre a morte de Fábio dos Santos Silva, integrante do MST assassinado em abril deste ano em Iguaí, no sudoeste baiano. Até o momento, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT) mantem os dois no cargo.

Desde segunda-feira (9), cerca de mil trabalhadores sem-terra ocupam a sede do Incra em Salvador. O grupo reivindica a aceleração da reforma agrária na Bahia e no Brasil e a punição dos responsáveis pela morte de Fábio dos Santos Silva, assassinado com 15 tiros em abril deste ano em Iguaí, no sudoeste baiano. 

FONTE: Com informações do Blog Língua Ferina e também do Blog Tempo Presente.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Aberta a temporada reprodutiva das tartarugas marinhas

Como se repete todos os anos, a partir de setembro tartarugas marinhas vindas de várias partes do mundo começam a chegar ao litoral brasileiro para fazer ninhos nas praias onde nasceram e se reproduzir. Até março, o litoral se transforma num verdadeiro berçário a céu aberto de milhares de filhotes de tartarugas. 

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Para garantir o sucesso da temporada reprodutiva 2013-2014, equipes do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação das Tartarugas Marinhas (Tamar), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), já estão a postos em vários locais do litoral. Os monitores são treinados para proteger as tartarugas e reduzir os impactos sobre as cinco espécies que ocorrem no Brasil, todas ameaçadas de extinção.

Na temporada anterior (2012-2013), o Tamar protegeu em 1.100 quilômetros de praias, mais de 24 mil ninhos no continente e nas ilhas oceânicas. Foram mais de 3 mil flagrantes de fêmeas no momento da desova e foram levados ao mar em segurança mais de 1,5 milhão de filhotes ( Leia matéria  Temporada reprodutiva de tartarugas marinhas bate recorde).


FONTE: ICMBIO.

Proposta de ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos volta à pauta do Governo Brasileiro


Ampliação do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos está sendo encaminhada pelo Governo Brasileiro. O objetivo é "Aumentar representatividade de amostras de ecossistema marinho excepcionalmente rico em recifes, algas e ictiofauna e proteger espécies ameaçadas de extinção, principalmente as tartarugas marinhas, baleias-jubarte, coral cérebro, conciliando a proteção integral da flora, da fauna e das belezas naturais com a utilização para objetivos educacionais, recreativos e científicos". 

No total, a proposta inclui 15 Unidades de Conservação, totalizando uma área de 2.924.712 hectares. As propostas aguardam os tramites no Ministério do Meio Ambiente, que inclui consulta aos governadores.

FONTE: Com informações daqui.

Efeitos do El Niño afetaram, por anos, os corais na Bahia

Estudo divulgado pela Fapesp aponta que foi necessário mais de uma década para recifes superarem os efeitos do fenômeno


Um estudo divulgado recentemente pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) revela que mais de uma década foi necessária para que os recifes de corais do Norte da Bahia superassem os efeitos negativos ocasionados pelo maior El Niño dos últimos tempos, entre os anos de 1997 e 1998.

O biólogo Francisco Kelmo, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), junto ao pesquisador Martin J. Attrill, da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, foram os responsáveis pela pesquisa. Entre 1995 e 2011, eles acompanharam a situação de oito espécies de corais em quatro regiões do litoral baiano: Itacimirim, Guarajuba, Abaí e Praia do Forte.

Os pesquisadores ficaram surpresos ao calcular o tempo que foi necessário para que os corais voltassem a apresentar a mesma biodiversidade de antes. Kelmo e Attril não esperavam que fossem necessários tantos anos para a total recuperação. “Não tínhamos ideia de que a recuperação demoraria 13 anos”, afirma Kelmo.

Durante esse período, todas as espécies de corais apresentaram altas taxas de mortalidade, sendo que uma delas, a Porites astreoides, permaneceu sem nenhum registro de ocorrência nos recifes durante sete anos - entre 2000 e 2007.

Causado pelo aquecimento anormal das águas do Pacífico Sul, o El Niño provoca mudanças no regime de chuvas e secas e também na temperatura atmosférica em várias partes do planeta. No Nordeste, costuma intensificar o período de estiagem e o calor. As mudanças climáticas favorecem a ocorrência do fenômeno chamado branqueamento, facilmente identificável por fazer os corais desbotarem, podendo causar a sua morte.

El Niño

O El Nino é um aumento de temperatura do Oceano Pacífico Equatorial, geralmente perto do litoral do Peru e do Equador, que pode ser superior a 4º C. O fenômeno costuma atingir seu ápice perto do final do ano.

O esquentamento das águas do oceano, dependendo de sua intensidade, pode provocar mais chuvas em algumas partes do planeta e menos em outras. No Brasil, o fenômeno costuma causar mais enchentes na Região Sul e agravar a seca no Nordeste .

Branqueamento

Observado em recifes de regiões distantes milhares de quilômetros umas das outras, como na costa da Austrália e no oceano Índico, o branqueamento é um indício da influência das mudanças no clima e do aumento da temperatura dos oceanos sobre os corais. Em alguns casos, a elevação de apenas 1º C na temperatura da água pode causar até mesmo a morte do coral ou a expulsão de algas microscópicas (zooxantelas) que vivem em seu interior.

Quando o ambiente se altera além de um limite, as substâncias produzidas pelas zooxantelas parecem se tornar tóxicas para os corais, que então eliminam as algas responsáveis por suas cores típicas. Em conseqüência, desbotam e podem morrer (dependendo da quantidade de algas que perderem).

Os especialistas alertam para o risco de os corais desaparecerem nas próximas décadas, caso nada seja feito para conter o aumento da temperatura do planeta.

FONTE: Terra da Gente, disponível também aqui. 

Festival Gastronômico Sabores de Teixeira de Freitas

Está chegando a hora e todos estão convidados para participar do FESTIVAL GASTRONÔMICO SABORES DE TEIXEIRA.


De 12 a 22 de setembro você poderá visitar os 26 estabelecimentos que estão participando do evento. Através do Guia gastronômico você pode conferir e montar seu roteiro, além de se deliciar com incríveis receitas dos restaurantes, você também vai pode votar e ganhar brindes.
Acompanhe as promoções e programações da Cozinha Show e as apresentações de música ao vivo no site e facebook do evento: saboresdeteixeira.

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domingo, 8 de setembro de 2013

Campeões do Torneio da Independência de Caravelas


A Liga Caravelense de Desportos e a comunidade da Coreia realizaram nos dias 31 de agosto e 1º, 7 e 8 de setembro, o 1° Torneio da Independência em Caravelas, onde competiram times do município de Caravelas e seus distritos.

O time de Ponta de Areia ficou com o prêmio de Campeão Aberto ao derrotar na final o time da Barra de Caravelas. O time Master de Caravelas ficou com o prêmio máximo de Campeão do 1° Torneio da Independência ao derrotar, na final, o time de Ponta de Areia. Aconteceram também jogos das equipes femininas e o time do bairro das Palmeiras jogou muito bem e conseguiu o prêmio de Campeão Feminino do 1° Torneio ao derrotar o time da Barra de Caravelas.

O Epitácio Farias presidente da Liga Caravelense de Desportos, no encerramento do 1º Torneio da Independência, agradeceu a Prefeitura Municipal de Caravelas, através de sua Divisão de Esportes, pelo total apoio ao evento, às equipes participantes, aos árbitros e gandulas e agradeceu em especial ao público que compareceu e abrilhantou o Torneio, que com certeza deve entrar para o calendário de eventos esportivos do município de Caravelas.


EQUIPE FEMININA  - CAMPEÃ DO 1 TORNEIO  DA INDEPENDÊNCIA

MASTER DE  CARAVELAS - CAMPEÃO DO 1 TORNEIO DA INDEPENDÊNCIA

PONTA DE  AREIA - CAMPEÃO ABERTO  DO 1 TORNEIO DA INDEPENDÊNCIA

7 de setembro em Caravelas é comemorado com desfile cívico, Feira e SAC Itinerante


Como parte das festividades da Semana da Independência, o município de Caravelas realizou no dia 7 de setembro, um desfile cívico com participação das escolas do município, projetos sociais e movimentos culturais. 

Também foi realizada na ocasião a 2ª Feira de Sabores e Saberes de Caravelas, coordenada pela Secretaria de Ação Social, que tinha como objetivo fortalecer vínculos para jovens e idosos e dar oportunidade para que produtores e artesãos da região comercializassem seus produtos.

Vindos de comunidades como Barra de Caravelas, Juerana, São Benedito, Valha-me Deus, Espora Gato e Volta Miúda (Caravelas) e de Rio do Sul (Nova Viçosa) os expositores comercializaram produtos agrícolas e artesanais oriundos da agricultura familiar e de projetos mantidos pela Fibria e pela Secretaria de Ação Social, como o Projeto Conviver e o Projovem. Também houve distribuição de mudas de árvores nativas pela equipe do Projeto Manguezal/CEPENE.

A Prefeitura Municipal, através de uma parceria com o Governo do Estado da Bahia também trouxe para a cidade uma unidade itinerante do SAC Móvel, com a carreta estruturada para atender aos serviços gratuitos de emissão de carteira de identidade, certidão negativa de antecedentes criminais e primeira via de CPF, além de atendimentos da Previdência Estadual e da Ouvidoria Geral do Estado. 

Vejam mais imagens:













 







Licenciamento ambiental de parques aquícolas


Foi aprovada no dia 04/09, na 111ª Reunião Ordinária Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), proposta de resolução que dispõe sobre o licenciamento ambiental de parques aquícolas. Apresentada pelo Ministério da Pesca e Aquicultura e Ministério do Meio Ambiente, e elaborada pelo Instituto Brasileiro do Meio e Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Agência Nacional de Águas (ANA), a resolução muda critérios e parâmetros sobre o licenciamento ambiental da aquicultura, que deverão permitir maior agilidade no licenciamento, dentro de condições que minimizem os impactos ambientais.


A proposta aprovada permite a emissão licença ambiental única, por meio de procedimento simplificado, para os parques aquícolas em reservatórios artificiais que se enquadrem na capacidade de suporte do corpo hídrico para fins de aquicultura, de acordo com definição fornecida pelo órgão responsável pela outorga de direito de uso de recursos hídricos. Condiciona, ainda, a utilização de espécies nativas ou autóctones, ou no caso de utilização de espécies alóctones ou exóticas, desde que fora das regiões hidrográficas Amazônica e do Paraguai, à apresentação de medidas de mitigação dos impactos potenciais dessas espécies.

As regras visam assegurar a conservação da biodiversidade e a preservação ambiental tendo em vista o fato de que a degradação de habitats e a introdução de espécies exóticas invasoras constituem algumas das principais causas de perda de biodiversidade, de acordo com a Convenção sobre Diversidade Biológica. Permitirão ainda, conferir maior sustentabilidade ambiental, social e econômica à atividade, resultando em menor tempo e quantidade de documentos necessários ao licenciamento ambiental dos parques aquícolas que observarem os critérios da nova resolução. 

Fonte: MMA.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Cachaça artesanal no caminho das baleias de Abrolhos



A visita à Fazenda Cio da Terra, localizada na cidade de Caravelas, próximo a Medeiros Neto, é uma lição de simplicidade e compromisso ambiental. Para dar suporte e valorizar a cana produzida na região, seu proprietário, o baiano Adalberto Pinto (Beto Pinto), construiu ha três décadas o Alambique onde hoje já são produzidos 600 mil litros de cachaça por ano.

O nome da cachaça é uma homenagem à matriarca da família, Dona Aracy, que após ficar viúva, criou os 14 filhos assumindo um espaço que ainda não pertencia às mulheres da época, à frente dos negócios da Fazenda. Beto tem orgulho hoje de passar a responsabilidade para a filha Maíra, que além de se dedicar ao desenvolvimento e a continuação do projeto no Alambique da Cachaça Matriarca começado por seu pai, está diversificando a produção da Fazenda com doces, geleias, carnes especiais e outras novidades. Aguardem!

Vinda de uma produção cuidadosa, a Cachaça Matriarca é armazenada em dornas produzidas na própria Fazenda, de três madeiras diferentes, Bálsamo, Umburana e Jaqueira. Isso mesmo, Jaqueira, frutífera exótica trazida da Índia e introduzida no Brasil ainda nos tempos coloniais e hoje considerada um dos símbolos do sertão nordestino. A experiência inovadora abriu as porteiras da Fazenda para o Brasil e está chamando a atenção dos apreciadores para a nossa região. 



Em todo o país já são mais de 30 pontos de venda e os apreciadores podem escolher entre 4 tipos: Prata, Ouro Bálsamo, Ouro Umburana e Ouro Jaqueira. Na região, o Alambique Matriarca tem um ponto de venda no Mercado Municipal de Teixeira de Freitas. 


Guia de identificação de baleias, botos e golfinhos do Brasil

O guia tem como objetivo ajudar o leitor a identificar as várias espécies ou simplesmente desfrutar da observação destes animais em seu ambiente natural munido de mais esta ferramenta.
 Capa Baleias, Botos e Golfinhos do Brasil_01

O interesse pela natureza e vida selvagem marinha, em particular pelos cetáceos (baleias, botos e golfinhos) tem incrementado significativamente em anos recentes, tanto para os pesquisadores quanto para o público em geral. Em todos os lugares onde podemos conviver com os cetáceos, o encantamento com sua inteligência, cuidados com a prole, laços sociais e estilos de vida são inevitáveis. Por isso fazem parte da “megafauna carismática” capturando a atenção e interesse do público e são tidos como espécies bandeiras para a conservação de nossos recursos naturais. Ao longo da última década, a observação de cetáceos em ambientes naturais, tem se tornado uma atividade entusiasmante e de crescente popularidade em todo o mundo e o Brasil não tem sido exceção, compondo um nicho em crescimento dentro do segmento “ecoturismo”, “aventura” ou  “natureza”.
Eubalaena australis
Ilustração de Pieter A. Folkens: Eubalaena australis

Embora guias de campo sobre cetáceos sejam amplamente publicados em vários países, existia no Brasil uma carência neste sentido. O último guia de identificação de cetáceos no Brasil foi publicado em 1993. Passados 20 anos desde a publicação desse livro, houve um incremento científico importante do conhecimento sobre os cetáceos em águas brasileiras, agregando um considerável aporte de novas informações sobre esse grupo de animais.. Em 1993, 32 espécies de cetáceos tinham ocorrência confirmada para o Brasil.  Atualmente, esse número subiu para pelo menos 45 (44 espécies comprovadas e o gênero Delphinus, pois há a possibilidade da existência de mais de uma espécie), sendo perfeitamente possível a ocorrência de algumas outras ainda não registradas.
O livro “Baleias, botos e golfinhos do Brasil: guia de identificação” de autoria de Liliane Lodi e Monica Borobia com ilustrações de Pieter A. Folkens (Editora Technical Books, Rio de Janeiro) trata-se de uma obra no formato de guia de campo com ilustrações e fotografias coloridas para identificação das espécies de baleias, botos e golfinhos registradas no Brasil, com um formato prático para facilitar sua utilização na natureza. Centenas de pesquisadores, ambientalistas, mergulhadores e fotógrafos profissionais, instituições governamentais e não governamentais gentilmente cederam às fotografias de seus acervos e bancos de imagens para que fossem incluídas neste guia.
Stenella longirostris
Ilustração de Pieter A. Folkens: golfinho-rotador

O texto foi elaborado numa linguagem acessível, informal, concisa e com rigor científico. Os assuntos são separados por capítulos, para facilitar a leitura ou a consulta. Dessa maneira, este livro serve não só como instrumento de identificação das espécies em casos de avistagens e de encalhes, mas visa propiciar uma leitura agradável em uma consulta geral sobre os cetáceos, atingindo um público mais amplo.
Com esse guia pretende-se oferecer informações aos viajantes e entusiastas da vida selvagem que não necessariamente tenham uma formação profissional em biologia ou áreas afins.  .
Ao realizar este trabalho, a principal preocupação das autoras foi tornar as informações sobre os cetáceos que ocorrem nas águas brasileiras acessíveis a todas as pessoas interessadas.  O guia tem como objetivo ajudar o leitor a identificar as várias espécies e, desta forma, independentemente de sua formação ou área de atuação profissional, poder também colaborar nos levantamentos desenvolvidos pelos pesquisadores ou simplesmente desfrutar da observação destes animais em seu ambiente natural munido de mais esta ferramenta.

FONTE: Texto de Liliane Lodi & Monica Borobia, disponível aqui. 
http://www.mundosustentavel.com.br/2013/08/baleias-botos-e-golfinhos-do-brasil-guia-de-identificacao/

Para o recadastramento os pescadores devem procurar a entidade de pesca a que pertencem

A Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no Estado da Bahia está solicitando aos representantes de colônias/associações/cooperativas/sindicatos e federações de pesca da Bahia que informem aos seus associados que aqueles que ainda estão dentro do prazo de recadastramento devem realizar este procedimento na entidade de pesca a que pertencem.
Sendo assim, os pescadores que farão aniversário nos meses de julho, agosto e setembro não devem procurar a sede da SFPA/BA. Favor procurar a respectiva entidade de pesca a que pertencem.

FONTE: Assessoria de Comunicação da Superintendência Federal da Pesca e Aquicultura no Estado da Bahia

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Venha curtir o show das baleias em Caravelas

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Programa pro domingo


Projeto Meros do Brasil apoia Projeto Conservation Leadership Programme em Abrolhos





O Projeto intitulado “Sítios de Agregação Reprodutiva como áreas marinhas protegidas efetivas no Brasil” tem como principal parceiro a Conservation Leadership Programme – CLP. As parcerias permitem reunir e disseminar informações de pesquisas de desembarques e biologia de peixes, mapeamento de habitats e avaliações subaquáticas. O objetivo do projeto é gerar dados biológicos das espécies de peixes recifais e proporcionar apoio para a expansão e manutenção da rede de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) de Abrolhos.

FONTE: Mais informações no nosso site: merosdobrasil.org

Golfinhos em Abrolhos

Foto de Marcello Lourenço

Além do espetáculo das baleias, setembro começou com exibição de golfinhos no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos.

Pré-lançamento do filme "A LENDA DO MONTE PASCOAL"


Pré-lançamento do filme "A LENDA DO MONTE PASCOAL" vai acontecer no dia 06 de setembro, na sede do Movimento Cultural Arte Manha, em Caravelas. 


segunda-feira, 2 de setembro de 2013

As rochas vivas de Abrolhos


Costa do Espírito Santo e da Bahia abriga o maior banco de algas calcárias do mundo

Rodolito coletado em Abrolhos

As águas mornas que banham a região de Abrolhos, no sul da Bahia, guardam o maior banco de algas calcárias do mundo. Em uma área de quase 21 mil quilômetros quadrados, semelhante à do estado de Alagoas, o fundo do oceano é rochoso. Está coberto por esferas duras de tamanhos variados – as maiores têm o diâmetro de uma bola de futebol de salão – e cores que vão do castanho ao rosa. Essas esferas são nódulos de calcário depositado por algas vermelhas de milímetros de comprimento que vivem em sua superfície. Também conhecidas como rodolitos, essas estruturas criam um ambiente com reentrâncias e saliências que servem de abrigo para peixes, crustáceos e invertebrados. Mapeado agora por pesquisadores brasileiros, o banco de rodolitos de Abrolhos se estende do norte do Espírito Santo ao sul da Bahia e produz 25 milhões de toneladas de calcário por ano ou 5% da produção global desse mineral, usado na agricultura, na indústria de cosméticos e até na medicina.
“Os rodolitos são chamados vulgarmente de rochas vivas por causa das algas que formam seu exterior”, conta Gilberto Menezes Amado Filho, biólogo do Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro, um dos autores do mapeamento publicado em abril na PLoS ONE. Junto com o calcário produzido por corais e moluscos com concha, eles contribuem para a formação do fundo do oceano. “Parte da plataforma continental brasileira é resultado de crescimento calcário ocorrido nos últimos 18 mil anos”, explica.
Com a aparência de seixos, que ganham ao rolarem arrastados por correntes marinhas, os rodolitos se formam pela aglomeração de pequenas algas que crescem umas sobre as outras ou incrustadas em fragmentos de concha ou grãos de areia. Eles aumentam de tamanho à medida que seu esqueleto, rico em carbonato de cálcio (CaCO3), mineraliza. Os rodolitos de Abrolhos têm em média 5,9 centímetros de diâmetro – os maiores chegam a 14 centímetros – e crescem pouco mais de um milímetro por ano. Foram encontrados a profundidades que variavam de 20 metros a 110 metros, com cerca de metade da superfície coberta por algas de uma ou mais espécies – em Abrolhos foram identificadas seis. Nesse trecho da costa, os rodolitos ocupam 70% do fundo marinho (o resto é sedimento) e, segundo as datações, os mais antigos têm por volta de 8 mil anos.
Sabia-se dos rodolitos do litoral brasileiro desde os anos 1970, mas não se imaginava que ocupassem tal extensão. Em projetos coordenados pelo Instituto Ocea-nográfico da Universidade de São Paulo (IO-USP), pela Conservação Internacional do Brasil e pela Universidade Federal do Espírito Santo, pesquisadores mapeavam o fundo do mar naquela região entre 2007 e 2011 quando perceberam estar diante de algo importante. “Na medida em que nos demos conta de estar diante de um grande banco de rodolitos, passamos a direcionar esforços para compreender a diversidade associada a eles e o papel funcional desse ecossistema”, conta Amado Filho.
Após o mapeamento por sonar, os pesquisadores usaram dois robôs submarinos para avaliar a distribuição, extensão, composição e estrutura do banco. “Usamos os robôs para analisar as áreas mais profundas e detalhar os pontos relevantes”, conta Paulo Sumida, do IO-USP. Numa terceira etapa foram realizados mergulhos para a coleta de exemplares e a realização de experimentos para estimar a produção de carbonato de cálcio.
Há bancos de rodolitos em todos os oceanos. Os mais extensos estão, além do Brasil, na costa do México e da Austrália. Eles são importantes para a vida de outros organismos por servir de abrigo e proporcionar um ambiente mais rico biologicamente do que um fundo de areia. “Eles funcionam como corredores entre recifes de corais, facilitando a migração de lagostas e peixes”, diz Amado Filho.

Do ponto de vista ambiental, os rodolitos têm ainda outra função importante: ajudam a retirar carbono da atmosfera, influenciando a regulação do clima do planeta. Eles absorvem o gás carbônico (CO2) diluído na água e o transformam em calcário, mas estão ameaçados pelas atividades humanas. A maior ameaça é o aumento da acidez do mar, consequência da elevação dos níveis de CO2 na atmosfera – em boa parte por queima de combustíveis fósseis. “Um terço do carbono emitido por atividades humanas e adicionado à atmosfera é absorvido pelos oceanos”, diz Amado Filho. “Estima-se que até o fim do século, o pH da água do mar diminua 0,4 unidade, tornando-a mais ácida. Estruturas carbonáticas de recifes, atóis e bancos de rodolitos serão dissolvidas.” Essa mudança também deve reduzir a calcificação dos organismos marinhos em 40%.
“Em geral os recifes de corais concentram as atenções, mas agora se sabe que o Brasil tem essas outras fábricas de carbonato de cálcio de vital importância para a biodiversidade marinha”, comenta o biólogo Jason Hall-Spencer, da Universidade de Plymouth, Inglaterra. “Essas algas coralinas estão entre os organismos calcificantes que parecem mais sensíveis à acidificação dos oceanos.”
Outra ameaça aos rodolitos de Abrolhos é a exploração econômica do calcário. Como são fáceis de coletar, há empresas que os usam como fonte do mineral. Além de calcário, eles contêm quantidades variáveis de outros elementos químicos (ferro, manganês, bromo, níquel, cobre, zinco e molibdênio) usados na agricultura, nas indústrias dietética e de cosméticos, na nutrição animal e no tratamento da água.
“Os rodolitos estão em águas rasas, com 20 a 110 metros de profundidade, e têm um formato que facilita a extração em grande escala”, diz Rodrigo Leão de Moura, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que participou do levantamento. “Além disso, são sensíveis à qualidade da água do mar, que vem sendo afetada pelo mau estado de conservação das bacias hidrográficas”, acrescenta. Embora tenham uma parte viva, os rodolitos não são recursos renováveis. “São necessários milhares de anos para os rodolitos se formarem e criarem um banco expressivo como o recém-descoberto”, explica Moura. Ante essas ameaças, os pesquisadores afirmam que é preciso aumentar a proteção com a criação de áreas protegidas, a recuperação das margens dos rios e o controle de efluentes. “Dos 46 mil quilômetros quadrados do banco de Abrolhos”, alerta Sumida, “só 2% estão protegidos por unidades de conservação”.
Artigo científico

AMADO-FILHO, G.M.; MOURA, L. R. et al. Rhodolith beds are major CaCO3 bio-factories in the tropical south west Atlantic. PLoS ONE. v. 7(4). abr. 2012.

FONTE: Daqui.

Aniversário da Resex do Corumbau