quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Atuação ambiental do Ministério Público Federal da Bahia em 2016 terá como prioridade o monitoramento das obras de saneamento custeadas com recursos federais nos municípios baianos

O Ministério Público Federal na Bahia (MPF/BA), em 2016, direcionará sua atuação prioritariamente para o saneamento ambiental. O principal objetivo é preservar e recuperar os rios e outras fontes hídricas, proporcionando maior higiene social e conservação do meio ambiente.

De acordo com o procurador da República Pablo Barreto, representante da 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal, que é a responsável pela coordenação da atuação na proteção do meio ambiente e patrimônio histórico, os membros do MPF que aderiram ao planejamento realizado monitorarão o andamento das obras de saneamento custeadas com recursos federais e verificarão o cumprimento dos respectivos planos de saneamento nos municípios baianos.

Planejamento Ambiental – Para discutir o tema, o MPF realizou, no último mês de 2015, um encontro com procuradores e promotores que fizeram exposições sobre suas atuações na área. Na ocasião, a promotora Cristina Seixas, coordenadora do Centro de Apoio às Promotorias de Meio Ambiente e Urbanismo do Ministério Público do Estado da Bahia (MP/BA), apresentou vários projetos desenvolvidos pela instituição na área ambiental.

Fábio Venzon, procurador regional da República 4ª região, mostrou a importância do uso da tecnologia no monitoramento de áreas protegidas. Segundo ele, imagens de satélite auxiliam na identificação de mudanças que possam justificar uma atuação do MPF. O procurador da República Darlan Dias expôs casos de prejuízos ecológicos causados por empresas que trabalham na extração de minérios. Dias afirmou que devem ser estudadas maneiras de diminuir esses danos e que o foco deve ser em medidas preventivas.

O evento contou, ainda, com a presença da promotora de Justiça Luciana Khoury, coordenadora do Núcleo de Defesa da Bacia do Rio São Francisco (MP/BA), que palestrou sobre o sistema de esgotamento sanitário, e de procuradores da República de todo o Estado da Bahia.

FONTE: Assessoria de Comunicação do Ministério Público Federal na Bahia

Samarco e Inema dizem que lama não chegou a Abrolhos, mas análise do ICMBio fica pronta só em fevereiro

Charge publicada no Jornal Diário do Rio Doce. Acesse o Jornal aqui.
A Samarco e o Inema (Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos da Bahia) divulgaram no dia 27 que a lama de rejeitos proveniente da foz do Rio Doce não atingiu as águas do Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia.

O resultado da análise feita pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), responsável pelas Unidades de Conservação na região de Abrolhos está prevista para o fim de fevereiro, pois vai ser mais detalhada e complexa, porque pretende analisar também a presença de metais pesados que possam ter sido encontrados no local.  

FONTE: G1 Bahia, veja o texto completo aqui.

Ações da Fibria têm o melhor desempenho de 2015



Enquanto a maioria das ações do Ibovespa amargaram grandes perdas no ano passado, segundo a Economática, ferramenta que analisa os mercados de ações da América Latina, a Fibria obteve o melhor desempenho em 2015 no Índice Bovespa (Ibovespa), da Bolsa de Valores de São Paulo. Os papéis da empresa (FIBR3) tiveram valorização acumulada de 71,44%, e o volume médio diário negociado dessas ações foi de R$ 77,2 milhões. Com quase 100% de suas operações em dólar, a empresa tem se benefiado da alta do dólar, que durante o ano foi de R$ 2,60 para cerca de R$ 4,00. O resultado positivo foi tema da entrevista que Guilherme Cavalcanti, diretor de Finanças e Relações com Investidores da Fibria, concedeu ao InfoMoney TV. Leia o texto completo aqui.

FONTE: Fibria Notícias.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Nota Pública da UFSB sobre Terra Indígena Comexatiba, do Prado

No dia 19 de janeiro de 2016, na aldeia Cahy da Terra Indígena Comexatiba, terra reconhecida como de ocupação tradicional indígena pela Funai, no distrito de Cumuruxatiba, município de Prado, no extremo sul baiano, forças policiais estaduais e federais realizaram ação de reintegração de posse, sem aviso prévio ou negociação com as famílias despejadas. No dia 22, um grupo de professores da Universidade Federal do Sul da Bahia do Campus Paulo Freire em Teixeira de Freitas visitou a área e verificou que, na ação, além de casas demolidas com bens e pertences em seu interior, também foram destruídos equipamentos públicos — um posto de saúde e uma escola. Ademais, constatou desamparo das famílias desalojadas pelo Estado. 

A UFSB vem a público manifestar sua inconformidade e tristeza diante do grave episódio pois, segundo os indígenas, além da violência do processo, não se verificaram tentativas pacíficas de diálogo entre as partes envolvidas. Temerosa de que novos despejos possam ser realizados a qualquer momento, uma vez que diversas comunidades na região se encontram em situação semelhante, a UFSB requer que os órgãos públicos envolvidos, municipais, estaduais e federais, venham a público de imediato esclarecer o ocorrido. Medidas judiciais com potencial de dano social devem ser cumpridas com as devidas providências para garantir bem-estar e integridade das comunidades alvo de ações de reintegração de posse.

Desde sua criação, nossa Universidade tem estabelecido, com orgulho, concreta parceria com povos indígenas, quilombolas, assentados e demais movimentos sociais desta região, em defesa de valores, conhecimentos e práticas dos povos tradicionais dessa terra. A agressão secular a que esses grupos sociais vêm sendo submetidos é vergonhosa, nefasta e não pode continuar numa sociedade justa, democrática e cidadã.

Dentro de sua competência institucional, a UFSB se dispõe a trabalhar em conjunto com as instituições e os movimentos sociais organizados, neste e em outros casos no futuro, a fim de prevenir episódios de violência, destruição de patrimônio público e irreparável perda de vidas. Nesse sentido, continuará investindo em ações de médio e longo prazo para a pacificação do campo e a garantia dos direitos constitucionais à vida e à terra, tanto dos povos indígenas quanto das demais comunidades tradicionais e rurais, valorizando a diversidade cultural e assim contribuindo para o desenvolvimento econômico e social do Sul e Extremo Sul da Bahia.

Naomar de Almeida Filho

Reitor pro tempore

FONTE: UFSB, disponivel também aqui.

ICMBio coordena expedição de pesquisa pelo litoral da Bahia e Espírito Santo para avaliar possíveis impactos negativos sobre a biodiversidade causados pela lama da Samarco


Pesquisadores partiram para mais uma etapa da expedição pelo litoral do Espírito Santo e da Bahia, no navio "Soloncy Moura" do ICMBio, na tarde desta terça (26). Durante dez dias, eles estão coletando material em diversos pontos do litoral, do sul do Espírito Santo ao sul da Bahia. O objetivo é avaliar possíveis impactos negativos sobre a biodiversidade marinha causados pela lama da barragem da mineradora Samarco, que rompeu na cidade de Mariana (MG), em novembro passado.

O grupo é formado por pesquisadores do ICMBio e de instituições parceiras: Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Fundação Universidade Federal do Rio Grande (FURG), Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), Coral Vivo / Museu Nacional do Rio de Janeiro, entre outras.

FONTE: ICMBio. 

REBIO Atol das Rocas é o mais novo Sítio Ramsar brasileiro

Designação é motivo de comemoração para o Dia Mundial das Áreas Úmidas, em 2 de fevereiro. Data será lembrada com concurso de fotos.
 
O Ministério do Meio Ambiente tem importantes motivos para comemorar o Dia Mundial das Áreas Úmidas, em 2 de fevereiro. A razão principal é a definição do Atol das Rocas como mais novo sítio Ramsar, pela Comitê Permanente da Convenção sobre Zonas Úmidas de Importância Internacional, mais conhecida como Convenção de Ramsar, tratado intergovernamental com objetivo de conservação e uso racional desses ecossistemas.

As áreas consideradas sítios Ramsar passam a ter acesso a benefícios como cooperação técnica e apoio financeiro para promover a utilização dos recursos naturais, favorecendo a implantação de um modelo de desenvolvimento que proporcione qualidade de vida aos seus habitantes. O Brasil é signatário desde 1993 e possui, agora com o Atol, 13 sítios reconhecidos pela Convenção.


O Atol das Rocas é uma reserva biológica, que se classifica na categoria de “proteção integral”, gerida pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), constituída por 35 mil hectares (cerca de 360 km²), a 80 milhas náuticas (cerca de 130 km) do arquipélago de Fernando de Noronha. A superfície inclui área marinha até a profundidade média de 1 mil metros.

Único atol localizado no Atlântico Sul, é um recife semicircular, composto por esqueletos calcários de algas, corais e moluscos. Importante por sua alta produtividade biológica, é um dos maiores locais brasileiros de reprodução da tartaruga-verde, além de ser abrigo para a tartaruga-de-pente, em cristalinas piscinas naturais. Além de ser abrigo de aves, como atobás e fragatas.

“O Ministério do Meio Ambiente é responsável técnico pela Convenção Ramsar no Brasil”, explica o analista ambiental Maurício Pompeu, da Secretaria de Biodiversidade e Florestas (SBF/MMA). A Secretaria preside o Comitê Nacional de Zonas Úmidas, que tem como função desenvolver as ações da convenção no país.

VIDA SUSTENTÁVEL

Neste ano, o tema central do Dia Mundial é “Áreas úmidas para o Futuro: Modo de Vida Sustentável” escolhido para demonstrar o papel relevante desses ecossistemas, que influenciam na conservação da biodiversidade e são meios de sobrevivência de pessoas, que no país e no mundo os usam para atividades como pesca, agricultura, abastecimento de água, construção, tecelagem, medicina, transporte e turismo.

A data tem como objetivo estimular a conservação ambiental dessas áreas. Para isso, a mensagem lançada mundialmente tem como principal público-alvo os jovens entre 15 e 24 anos, que têm grande potencial para repercutir ideias, especialmente por meio das redes sociais, contribuindo para conscientização sobre o tema.

Para estimulá-los, será lançado pela Convenção Ramsar um concurso internacional de fotografias, com início no dia 2 de fevereiro. Ficará aberto até 2 de março. O vencedor ganha como prêmio uma viagem para uma das áreas úmidas do mundo. Para participar, o candidato deve acessar informações em www.worldwetlandsday.org

FONTE: MMA.gov

Ranking global aponta o Brasil como o melhor país do mundo para turismo de aventura

Nenhum outro país do mundo é melhor que o Brasil para turismo de aventura. Isto é o que aponta o ranking global Best Countries, divulgado pelo desenvolvedor de análises de julgamento U.S. News & World Repor. A conquista do primeiro lugar, entre os 60 países avaliados, engloba os subitens diversão, paisagem, clima, amabilidade, charme. O País alcançou ainda o sexto lugar em “Perspectivas de Crescimento” e o sétimo melhor do mundo em “Influência Cultural”.

“Esses resultados confirmam nossas vantagens competitivas no mercado mundial e comprovam o esforço da Embratur em promover o turismo brasileiro no exterior. Além da consolidação do turismo de aventura, estamos em um momento de trocar experiências e fomentar a cadeia produtiva do segmento de negócios e eventos”, destaca o presidente da Embratur, Vinícius Lummertz. 

O Best Countries analisa características qualitativas, possibilidades de influenciar negociações globais, investimentos, viagens e situações que afetem diretamente economias locais. Cada país avaliado recebe uma nota em 65 atributos organizados em nove categorias: Aventura, Cidadania, Influência Cultural, Empreendedorismo, Patrimônio Histórico, Previsão de Crescimento, Abertura aos Negócios, Poder e Qualidade de Vida. Além disso, são usados dados sobre economia, prosperidade e perspectivas internacionais.

No ranking geral do Best Countries, a Alemanha foi considerada como o melhor país do mundo, seguido por Canadá, Reino Unido, Estados Unidos e Suécia.

FONTE: PANROTAS.

Governo da Bahia lança aplicativo que permite mapear focos do mosquito Aedes aegypti


Desde o dia 4/01 está disponivel para download na Google Play (https://goo.gl/Om6JvA) uma nova arma para combater o mosquito Aedes aegypti, que é o transmissor da dengue, febre chikungunya e zika. O Caça Mosquito é um aplicativo de celular, inicialmente na plataforma Android, que possibilita fotografar e denunciar criadouros, em qualquer lugar e a qualquer hora.

A iniciativa da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), em parceria com a Companhia de Processamento de Dados do Estado da Bahia (Prodeb), busca, simultaneamente, localizar os criadouros a partir do georreferenciamento (GPS) e acionar os órgãos municipais para a eliminação dos focos. Como resultado, espera-se controlar rapidamente os surtos.

FONTE: Teixeira News.

Segunda série da reportagem sobre Prado e Abrolhos

Reveja A Bahia que a Gente Gosta inicia série sobre Prado

Lama de Mariana pode chegar ao Caribe, diz secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

A lama que vazou após rompimento da barragem de mineração em Mariana (MG), em novembro, pode chegar ao Caribe, sugeriu nesta segunda-feira o secretário de Políticas e Programas de Pesquisa e Desenvolvimento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jailson Bittencourt de Andrade, durante evento com a comunidade científica no Rio de Janeiro.

“Que não me escutem, mas acho que chegará [lama] ao Caribe, pois se olharmos a termossalina [circulação oceânica gerada pela diferença de densidade das águas], ela se aproxima da costa brasileira, especialmente entre Porto Seguro e Ilhéus. E a termossalina sobe em uma direção, na superfície, mas volta para outra direção, que não é na superfície. Isso vai circular bastante. A questão é se haverá impacto ou não, e que impacto terá”, disse.

O colapso da Barragem do Fundão, em 5 de novembro, em Mariana, causou a morte de 17 pessoas, devastou o distrito de Bento Rodrigues, prejudicou o abastecimento de água em dezenas de cidades, afetou a biodiversidade do Rio Doce e continua causando estragos no oceano.

FONTE: Jornal o Estado de Minas Online, para ler o texto completo, clique aqui

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Bloco das Piranhas no Carnabarra 2016


Governo lança edital para dinamizar as cadeias de aquicultura e pesca na Bahia

Foi lançado no dia 15, edital para seleção de projetos de apoio à cadeia produtiva da aquicultura e pesca na Bahia. A iniciativa é do governo estadual, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no âmbito do projeto Bahia Produtiva, da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). O investimento no edital é de R$ 20 milhões, com recursos do Estado e do Banco Mundial e beneficiará agricultores familiares e empreendedores da economia solidária dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, através de convênios assinados com entidades legalmente constituídas.

O objetivo é oferecer para aos pescadores artesanais e grupos de produção os investimentos necessários para que sua produção seja dinamizada, na base de produção, para ter um volume maior de pescado e também estabilidade durante o ano todo, promovendo ainda a comercialização desta produção. As famílias beneficiadas poderão exercem boas práticas de gestão e conseguirão produzir com menor custo, mas com grande valor agregado.

Os projetos serão selecionados a partir da Manifestação de Interesse de organizações produtivas da agricultura familiar e de empreendimentos de economia solidária da Bahia. As Manifestações de Interesse deverão ser inscritas eletronicamente mediante preenchimento do formulário no sistema disponível no site: www.car.ba.gov.br.

FONTE: CAR/BAHIA.

Cemave disponibiliza atualização do Relatório anual de rotas e áreas de concentração de aves migratórias

Documento é estratégico para licenciamento de empreendimentos eólicos. 


O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), por meio de seu Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (Cemave), acaba de atualizar o Relatório Anual de Rotas e Áreas de Concentração de Aves Migratórias, que delimita as áreas consideradas importantes para concentração, rota, pouso, descanso, alimentação e reprodução de aves migratórias no Brasil. O relatório possui mapas por estado, recomendações de estudos, ações e medidas mitigatórias para as áreas consideradas importantes para as aves migratórias. A versão do relatório e todos os arquivos utilizados para a criação dos mapas podem ser acessados, no formato shapefile, no portal do ICMBio clicando na imagem acima.

FONTE: ICMBio.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Projeto TerraMar do Ministério do Meio Ambiente vai selecionar 3 profissionais da área de meio ambiente para o Projeto TerraMar

O Projeto TerraMar é uma realização do governo brasileiro, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), no contexto da Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável Brasil-Alemanha, no âmbito da Iniciativa Internacional de Proteção do Clima (IKI) do Ministério Federal do Meio Ambiente, Proteção da Natureza, Construção e Segurança Nuclear (BMUB) da Alemanha. O projeto conta com apoio técnico da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH.

Oportunidade 1
Assessor(a) Técnico(a) para o Projeto Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (Projeto TerraMar) - Brasília/ Pernambuco/ Bahia

Oportunidade 2
Assessor(a) Técnico(a) sênior para o Projeto Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (Projeto TerraMar) - Brasília

Oportunidade 3
Assessor(a) Técnico(a) para o Projeto Proteção e Gestão Integrada da Biodiversidade Marinha e Costeira (Projeto TerraMar) - Brasília/ Pernambuco/ Bahia

FONTE: Do Blog do Rogério Rocco, para saber mais, visite o blog aqui.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Marinha do Brasil manda Navio “Cruzeiro do Sul” à região de Abrolhos para coletar novas amostras

Navio é equipado com laboratórios que farão novas análises da água
O Navio Hidroceanográfico (NHo) "Cruzeiro do Sul" vai chegar neste sábado, 16, ao Arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, onde realizará diversas medições e a coleta de novas amostras da água e do fundo do mar da região.

Segundo o Comando do 2º Distrito Naval, o navio vai dar continuidade aos trabalhos de monitoramento e análise, iniciados no último dia 10, quando pesquisadores do Instituto de Estudos do Mar Almirante Paulo Moreira (IEAPM) realizaram as primeiras coletas de amostras na área. Após verificarem manchas amareladas no mar, o IEAPM vai verificar se possuem alguma relação com a lama formada a partir dos rejeitos de minérios que vazaram das barragens situadas em Mariana-MG, após acidente ocorrido em novembro de 2015, ou se são motivadas por outros fatores.

Equipado com laboratórios, equipamentos e sensores destinados à pesquisa, coleta e processamento de dados, o "Cruzeiro do Sul" possibilitará o estudo de diversos parâmetros oceanográficos em toda a extensão do Arquipélago, de forma a contribuir com o  trabalho de monitoramento das condições ambientais na região.

FONTE: A Tarde. Texto completo disponível também aqui.

Fundação Grupo Boticário de proteção à natureza selecionou um projeto que vai desenvolver ações com esponjas marinhas no Parnam dos Abrolhos.

Para ouvir o Podcast do Fala Bahia sobre esta notícia, clique: 


FONTE: Fala Bahia/Rede Bahia

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Governo do Estado da Bahia publica convênio com Secretaria de Aviação Civil para a construção do terminal de passageiros do novo aeroporto de Vitória da Conquista, o de Caravelas será o próximo?

Foi publicado na manhã do dia 13, no Diário Oficial da União, a liberação do convênio entre o Governo da Bahia e a Secretaria de Aviação Civil (SAC) para a construção do terminal de passageiros (TPS) do novo aeroporto de Vitória da Conquista. O Governo Federal disponibilizou R$ 45 milhões para que a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) licite e construa o terminal. 

Uma reunião em Brasília, entre o diretor de Aeroportos e Terminais da Seinfra, Denisson de Oliveira, com membros da SAC, acontece ainda esta semana para definir as planilhas de preços da construção do terminal. Assim que liberadas, o Governador vai realizar uma visita às obras e autorizar o lançamento do edital de licitação. 

Segundo o secretário Marcus Cavalcanti, o edital deve ser lançado no mês que vem. O gestor ressalta também as obras que vem sendo realizadas para melhorar o acesso ao aeroporto. “A construção do viaduto sobre a BR-116 vai ser importante para quem também precisa utilizar a via para chegar ao terminal. E uma nova pista de acesso também será construída”, afirma o gestor. 

As vias internas do aeroporto, a sessão contra incêndio, as cercas de proteção entre outros serviços da primeira fase da obra estão 96% concluídas e tem previsão de entrega no primeiro semestre deste ano. A pós a assinatura da ordem de serviço, a construção do terminal de passageiros deve acontecer em um ano a partir da assinatura da ordem de serviços. A Seinfra estima que o aeroporto seja entregue em 2017.

Incentivo a aviação regional

Para incentivar a ampliação de destinos comerciais no estado, o Governo reduziu de 17% para 12% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível de aeronaves (o querosene). O benefício será concedido as companhias aéreas que ampliarem em até 40% o número de assentos para voos nacionais e internacionais com destino à Bahia.

FONTE: Ascom/ Seinfra, texto disponível também aqui

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

De Mariana a Abrolhos, a pedagogia da lama em dez lições, texto da Nurit Bensusan, tem que ler!

Desde o dia 5 de novembro do ano passado, temos uma inusitada professora a nos dar lições sobre como o meio ambiente é tratado no Brasil: trata-se da lama despejada no Rio Doce por causa do rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais.

A primeira das lições que a lama nos deu é sobre o licenciamento ambiental. Esse processo, fragilizado e negligenciado ao longo dos últimos anos, é o cerne do desastre de Mariana. Ali, o licenciamento ambiental foi, mais uma vez, desrespeitado e as condicionantes que deveriam ser cumpridas, como o estabelecimento de um plano de emergência, foram deixadas de lado. Apenas uma amostra do que vem acontecendo pelo país afora. Como se isso fosse pouco, há iniciativas tramitando no Congresso Nacional que fragilizam ainda mais o licenciamento ambiental, como o projeto de lei do Senado (PLS) nº 654/2015, que cria um procedimento acelerado e simplificado para o licenciamento de grandes obras, como hidrelétricas, estradas, ferrovias, portos e instalações de telecomunicações.

A segunda lição da lama versa sobre o descumprimento histórico dos códigos florestais, tanto o que estava em vigor até 2012 como o novo código. A região da Bacia do Rio Doce estava, já antes da passagem da lama, muito degradada: Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais não vinham sendo respeitadas há anos, como tem sido a regra em diversas partes do Brasil. O resultado se traduzia em muitas áreas desmatadas, o comprometimento da recarga dos aquíferos da região e o assoreamento dos rios, elementos que dificultam a regeneração dos danos ambientais produzidos pelo rompimento da barragem.

A terceira lição é uma derivação da segunda: o descumprimento da lei florestal se reflete também sobre a integridade das Unidades de Conservação que estão na Bacia do Rio Doce. Seus entornos, e em muitos casos também suas áreas, têm sido alvo de desmatamento e de especulação imobiliária. Tudo isso acontecendo no Cerrado e na Mata Atlântica, biomas que, mesmo sem as lições da professora lama, sabemos que estão bastante ameaçados.

A quarta lição pode ser resumida como o binômio “forte reação e fraca ação”. Está relacionada com as duas anteriores, mas é, talvez, uma lição ainda mais amarga. O Rio Doce já não chegava mais em sua foz, em Linhares, no Espírito Santo. Ou seja, não conduzia mais água até a foz, por causa do comprometimento de sua vegetação e da devastação da bacia. Quando essa situação se deu, em julho do ano passado, houve uma grita geral: reportagens, protestos e indignação. Apesar disso, pouco ou nada foi feito para resolver a situação. Esse binômio, refletido nessa lição, pode ser visto em diversos casos onde o meio ambiente é o foco. Um resumo possível dessas últimas três lições é que as questões ambientais não são prioritárias, sempre perdem para outros interesses como os da mineração, da especulação imobiliária, do agronegócio e da siderurgia.

A quinta lição que a lama nos deu ao passar pelos diversos municípios é que a existência de saneamento básico não é a regra e sim a exceção. Diversas cidades, como Governador Valadares, jogam esgoto ‘in natura’ no Rio Doce. Vale dizer que as projeções recentes dão conta de que mantido o ritmo atual, os serviços de saneamento básico serão universalizados, no país, só em 2053...

Caminha junto com essa lição, a sexta, que trata da poluição da bacia. Todo tipo de rejeitos eram jogados historicamente no Rio Doce e em outros rios da bacia. A fiscalização era e ainda é deficitária; ainda assim, alguns poluidores foram multados, mas em agosto do ano passado, o Estado de Minas Gerais aprovou uma lei anistiando as multas ambientais. Essa lição não precisa nem de mais explicações, nem de resumo: trata-se de um convite ao descaso com o meio ambiente.

A sétima lição se relaciona com a forma pela qual o Estado brasileiro trata as populações que vivem diretamente dos recursos naturais, como os pescadores que foram prejudicados pela passagem da lama. Calcula-se que a quantidade de peixes mortos superou 10 toneladas. Mas vale perguntar: será que, mesmo antes da lama, numa bacia tão degradada, os pescadores conseguiam tirar seu sustento das águas e viver bem? E os índios Krenak, cuja terra indígena é banhada pelo Rio ex-Doce? Rio sagrado para esse povo que afirma que “morre o rio, morremos todos”? Como viverão? Fala-se em pelo menos 10 anos para o rio começar a se recuperar... ainda assim, em condições favoráveis...

A oitava é uma lição de complacência. Ou seja, de como o Brasil lida com esse tipo de situação. Uma amostra disso está nas campanhas para que o resto do país enviasse água potável para a região do desastre. Ora, é, certamente, ótimo que as pessoas se engajem e colaborem, mas quem tinha que obrigatoriamente garantir a água para as populações afetadas pelo desastre é a empresa responsável pela catástrofe, a Samarco, sendo que ao estado caberia obrigá-la a fazê-lo. O mesmo vale para as medidas técnicas que deveriam ter sido adotadas para evitar, ou pelo menos para mitigar, suas graves consequências. Infelizmente, parece que o Estado brasileiro não quer se indispor com as empresas mesmo diante de um desastre de tais proporções.

A nona lição é sobre nossa ignorância: pouco sabemos sobre nossa biodiversidade marinha e pouco sabemos sobre quais serão os impactos das partículas de lama, diluídas na água do mar, sobre corais, crustáceos, moluscos, peixes e mamíferos. Como a pluma (termo usado para designar as partículas de lama diluídas no mar) não é tão facilmente visível como a lama concentrada, as pessoas continuam nadando nas praias e comendo frutos do mar, um mar cheio de lama e talvez de metais pesados. Quem sabe quais serão as consequências... Essa ignorância, para piorar, guarda uma arrogância: não sabemos o que fazer? Por que não procuramos especialistas, pesquisadores, estudiosos, gente de qualquer lugar do planeta que poderia nos ajudar a conter a lama ou pelo menos seus impactos?

Por fim, a décima lição é sobre a inconsequência. Não estão claros, nem são divulgados, quais são os reais impactos dessa lama e seus elementos sobre as populações humanas. É conveniente esquecer que a lama ainda está vazando da barragem para o falecido Rio Doce e que a previsão é que isso ainda aconteça por mais dois meses. Nos últimos dias, apesar das constantes negações do governo, a lama, ou a pluma, parece ter chegado ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos e certamente vai causar grandes impactos por lá... No país em que não há consequências para autoridades que dão declarações inverídicas, a ministra do Meio Ambiente afirmou que isso não aconteceria. E se aconteceu?

*Nurit Bensusan é assessora do Instituto Socioambiental (ISA) e especialista em biodiversidade. 

FONTE: Este artigo foi publicado originalmente no site do Instituto Sociambiental (ISA) e republicado em O Eco, está disponível também aqui

Manchas não estão mais sendo avistadas, mas preocupação e pesquisa continuam

As manchas avistadas no Parque de Abrolhos não foram vistas pelos técnicos que sobrevoaram ontem (12) a região. 

Cláudio Moretti presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, também sobrevoou a área nesta terça-feira e não encontrou manchas, mas segundo ele, a Mineradora Samarco já foi obrigada a coletar e analisar amostras da água da região de Abrolhos. "Uma vez comprovada a presença e os danos, provavelmente o ICMBio fará autuações e incluiremos essa área na ação judicial pedindo a recuperação da bacia do Rio Doce", explicou Moretti.

No dia 10 técnicos do ICMBio, IBAMA e da Samarco sobrevoaram a região após acompanharem via imagens de satélite, o avanço para o sul da Bahia, da pluma de sedimentos da lama da barragem da Samarco desde que chegou ao Rio Doce, cuja foz é no Espírito Santo. O coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas, do ICMBio, João Carlos Tomé, defende que há "grande possibilidade" das manchas observadas na região de Abrolhos conter sedimentos da lama da barragem da Samarco. 

"Existe grande possibilidade. Visualmente, técnicos que trabalham desde o início acreditam que sim e temos que confirmar quimicamente”, disse João Carlos. Segundo ele, a direção do vento para o norte, que pode ter encaminhado a pluma para a região sul da Bahia, está mudando. "A gente tem observado uma pluma muito superficial e as condições do tempo estão ajudando. A direção do vento voltou ao nordeste, vento normal dessa época. A gente teve corrente do sul atípico, o que poderia ter levado a pluma para o norte", descreveu.

A possibilidade da lama com rejeitos de minério ter chegado a Abrolhos foi anunciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na quinta (7).  Foram coletadas amostras para analisar a origem dos sedimentos. O coordenador do Tamar diz que o processo de análise está sendo realizado por parceiros do ICMBio, como o projeto Coral Vivo, e laboratórios das universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). A Marinha do Brasil e a empresa responsável pela barragem, a Samarco, também coletaram amostras.

"São análises que servem como impressão digital. Vão fazer comparação com amostras originais do acidente", disse Emiliano Calderon, coordenador de Pesquisas do Projeto Coral Vivo. Calderon aponta que o resultado final da análise deve durar em torno de 40 dias. Porém, de acordo com o coordenador do Tamar, o esforço da entidade é que o conclusão seja em um período mais curto. "Vamos abreviar esse tempo, por conta da urgência", afirma.

FONTE: Com informações do G1. Para ler o texto completo e assitir ao vídeo clique aqui.