quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Governo do Estado da Bahia publica convênio com Secretaria de Aviação Civil para a construção do terminal de passageiros do novo aeroporto de Vitória da Conquista, o de Caravelas será o próximo?

Foi publicado na manhã do dia 13, no Diário Oficial da União, a liberação do convênio entre o Governo da Bahia e a Secretaria de Aviação Civil (SAC) para a construção do terminal de passageiros (TPS) do novo aeroporto de Vitória da Conquista. O Governo Federal disponibilizou R$ 45 milhões para que a Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) licite e construa o terminal. 

Uma reunião em Brasília, entre o diretor de Aeroportos e Terminais da Seinfra, Denisson de Oliveira, com membros da SAC, acontece ainda esta semana para definir as planilhas de preços da construção do terminal. Assim que liberadas, o Governador vai realizar uma visita às obras e autorizar o lançamento do edital de licitação. 

Segundo o secretário Marcus Cavalcanti, o edital deve ser lançado no mês que vem. O gestor ressalta também as obras que vem sendo realizadas para melhorar o acesso ao aeroporto. “A construção do viaduto sobre a BR-116 vai ser importante para quem também precisa utilizar a via para chegar ao terminal. E uma nova pista de acesso também será construída”, afirma o gestor. 

As vias internas do aeroporto, a sessão contra incêndio, as cercas de proteção entre outros serviços da primeira fase da obra estão 96% concluídas e tem previsão de entrega no primeiro semestre deste ano. A pós a assinatura da ordem de serviço, a construção do terminal de passageiros deve acontecer em um ano a partir da assinatura da ordem de serviços. A Seinfra estima que o aeroporto seja entregue em 2017.

Incentivo a aviação regional

Para incentivar a ampliação de destinos comerciais no estado, o Governo reduziu de 17% para 12% a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) do combustível de aeronaves (o querosene). O benefício será concedido as companhias aéreas que ampliarem em até 40% o número de assentos para voos nacionais e internacionais com destino à Bahia.

FONTE: Ascom/ Seinfra, texto disponível também aqui

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

De Mariana a Abrolhos, a pedagogia da lama em dez lições, texto da Nurit Bensusan, tem que ler!

Desde o dia 5 de novembro do ano passado, temos uma inusitada professora a nos dar lições sobre como o meio ambiente é tratado no Brasil: trata-se da lama despejada no Rio Doce por causa do rompimento da barragem do Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais.

A primeira das lições que a lama nos deu é sobre o licenciamento ambiental. Esse processo, fragilizado e negligenciado ao longo dos últimos anos, é o cerne do desastre de Mariana. Ali, o licenciamento ambiental foi, mais uma vez, desrespeitado e as condicionantes que deveriam ser cumpridas, como o estabelecimento de um plano de emergência, foram deixadas de lado. Apenas uma amostra do que vem acontecendo pelo país afora. Como se isso fosse pouco, há iniciativas tramitando no Congresso Nacional que fragilizam ainda mais o licenciamento ambiental, como o projeto de lei do Senado (PLS) nº 654/2015, que cria um procedimento acelerado e simplificado para o licenciamento de grandes obras, como hidrelétricas, estradas, ferrovias, portos e instalações de telecomunicações.

A segunda lição da lama versa sobre o descumprimento histórico dos códigos florestais, tanto o que estava em vigor até 2012 como o novo código. A região da Bacia do Rio Doce estava, já antes da passagem da lama, muito degradada: Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Reservas Legais não vinham sendo respeitadas há anos, como tem sido a regra em diversas partes do Brasil. O resultado se traduzia em muitas áreas desmatadas, o comprometimento da recarga dos aquíferos da região e o assoreamento dos rios, elementos que dificultam a regeneração dos danos ambientais produzidos pelo rompimento da barragem.

A terceira lição é uma derivação da segunda: o descumprimento da lei florestal se reflete também sobre a integridade das Unidades de Conservação que estão na Bacia do Rio Doce. Seus entornos, e em muitos casos também suas áreas, têm sido alvo de desmatamento e de especulação imobiliária. Tudo isso acontecendo no Cerrado e na Mata Atlântica, biomas que, mesmo sem as lições da professora lama, sabemos que estão bastante ameaçados.

A quarta lição pode ser resumida como o binômio “forte reação e fraca ação”. Está relacionada com as duas anteriores, mas é, talvez, uma lição ainda mais amarga. O Rio Doce já não chegava mais em sua foz, em Linhares, no Espírito Santo. Ou seja, não conduzia mais água até a foz, por causa do comprometimento de sua vegetação e da devastação da bacia. Quando essa situação se deu, em julho do ano passado, houve uma grita geral: reportagens, protestos e indignação. Apesar disso, pouco ou nada foi feito para resolver a situação. Esse binômio, refletido nessa lição, pode ser visto em diversos casos onde o meio ambiente é o foco. Um resumo possível dessas últimas três lições é que as questões ambientais não são prioritárias, sempre perdem para outros interesses como os da mineração, da especulação imobiliária, do agronegócio e da siderurgia.

A quinta lição que a lama nos deu ao passar pelos diversos municípios é que a existência de saneamento básico não é a regra e sim a exceção. Diversas cidades, como Governador Valadares, jogam esgoto ‘in natura’ no Rio Doce. Vale dizer que as projeções recentes dão conta de que mantido o ritmo atual, os serviços de saneamento básico serão universalizados, no país, só em 2053...

Caminha junto com essa lição, a sexta, que trata da poluição da bacia. Todo tipo de rejeitos eram jogados historicamente no Rio Doce e em outros rios da bacia. A fiscalização era e ainda é deficitária; ainda assim, alguns poluidores foram multados, mas em agosto do ano passado, o Estado de Minas Gerais aprovou uma lei anistiando as multas ambientais. Essa lição não precisa nem de mais explicações, nem de resumo: trata-se de um convite ao descaso com o meio ambiente.

A sétima lição se relaciona com a forma pela qual o Estado brasileiro trata as populações que vivem diretamente dos recursos naturais, como os pescadores que foram prejudicados pela passagem da lama. Calcula-se que a quantidade de peixes mortos superou 10 toneladas. Mas vale perguntar: será que, mesmo antes da lama, numa bacia tão degradada, os pescadores conseguiam tirar seu sustento das águas e viver bem? E os índios Krenak, cuja terra indígena é banhada pelo Rio ex-Doce? Rio sagrado para esse povo que afirma que “morre o rio, morremos todos”? Como viverão? Fala-se em pelo menos 10 anos para o rio começar a se recuperar... ainda assim, em condições favoráveis...

A oitava é uma lição de complacência. Ou seja, de como o Brasil lida com esse tipo de situação. Uma amostra disso está nas campanhas para que o resto do país enviasse água potável para a região do desastre. Ora, é, certamente, ótimo que as pessoas se engajem e colaborem, mas quem tinha que obrigatoriamente garantir a água para as populações afetadas pelo desastre é a empresa responsável pela catástrofe, a Samarco, sendo que ao estado caberia obrigá-la a fazê-lo. O mesmo vale para as medidas técnicas que deveriam ter sido adotadas para evitar, ou pelo menos para mitigar, suas graves consequências. Infelizmente, parece que o Estado brasileiro não quer se indispor com as empresas mesmo diante de um desastre de tais proporções.

A nona lição é sobre nossa ignorância: pouco sabemos sobre nossa biodiversidade marinha e pouco sabemos sobre quais serão os impactos das partículas de lama, diluídas na água do mar, sobre corais, crustáceos, moluscos, peixes e mamíferos. Como a pluma (termo usado para designar as partículas de lama diluídas no mar) não é tão facilmente visível como a lama concentrada, as pessoas continuam nadando nas praias e comendo frutos do mar, um mar cheio de lama e talvez de metais pesados. Quem sabe quais serão as consequências... Essa ignorância, para piorar, guarda uma arrogância: não sabemos o que fazer? Por que não procuramos especialistas, pesquisadores, estudiosos, gente de qualquer lugar do planeta que poderia nos ajudar a conter a lama ou pelo menos seus impactos?

Por fim, a décima lição é sobre a inconsequência. Não estão claros, nem são divulgados, quais são os reais impactos dessa lama e seus elementos sobre as populações humanas. É conveniente esquecer que a lama ainda está vazando da barragem para o falecido Rio Doce e que a previsão é que isso ainda aconteça por mais dois meses. Nos últimos dias, apesar das constantes negações do governo, a lama, ou a pluma, parece ter chegado ao Parque Nacional Marinho de Abrolhos e certamente vai causar grandes impactos por lá... No país em que não há consequências para autoridades que dão declarações inverídicas, a ministra do Meio Ambiente afirmou que isso não aconteceria. E se aconteceu?

*Nurit Bensusan é assessora do Instituto Socioambiental (ISA) e especialista em biodiversidade. 

FONTE: Este artigo foi publicado originalmente no site do Instituto Sociambiental (ISA) e republicado em O Eco, está disponível também aqui

Manchas não estão mais sendo avistadas, mas preocupação e pesquisa continuam

As manchas avistadas no Parque de Abrolhos não foram vistas pelos técnicos que sobrevoaram ontem (12) a região. 

Cláudio Moretti presidente do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que administra o parque, também sobrevoou a área nesta terça-feira e não encontrou manchas, mas segundo ele, a Mineradora Samarco já foi obrigada a coletar e analisar amostras da água da região de Abrolhos. "Uma vez comprovada a presença e os danos, provavelmente o ICMBio fará autuações e incluiremos essa área na ação judicial pedindo a recuperação da bacia do Rio Doce", explicou Moretti.

No dia 10 técnicos do ICMBio, IBAMA e da Samarco sobrevoaram a região após acompanharem via imagens de satélite, o avanço para o sul da Bahia, da pluma de sedimentos da lama da barragem da Samarco desde que chegou ao Rio Doce, cuja foz é no Espírito Santo. O coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Tartarugas Marinhas, do ICMBio, João Carlos Tomé, defende que há "grande possibilidade" das manchas observadas na região de Abrolhos conter sedimentos da lama da barragem da Samarco. 

"Existe grande possibilidade. Visualmente, técnicos que trabalham desde o início acreditam que sim e temos que confirmar quimicamente”, disse João Carlos. Segundo ele, a direção do vento para o norte, que pode ter encaminhado a pluma para a região sul da Bahia, está mudando. "A gente tem observado uma pluma muito superficial e as condições do tempo estão ajudando. A direção do vento voltou ao nordeste, vento normal dessa época. A gente teve corrente do sul atípico, o que poderia ter levado a pluma para o norte", descreveu.

A possibilidade da lama com rejeitos de minério ter chegado a Abrolhos foi anunciada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) na quinta (7).  Foram coletadas amostras para analisar a origem dos sedimentos. O coordenador do Tamar diz que o processo de análise está sendo realizado por parceiros do ICMBio, como o projeto Coral Vivo, e laboratórios das universidades do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e da Universidade Federal do Rio Grande (FURG). A Marinha do Brasil e a empresa responsável pela barragem, a Samarco, também coletaram amostras.

"São análises que servem como impressão digital. Vão fazer comparação com amostras originais do acidente", disse Emiliano Calderon, coordenador de Pesquisas do Projeto Coral Vivo. Calderon aponta que o resultado final da análise deve durar em torno de 40 dias. Porém, de acordo com o coordenador do Tamar, o esforço da entidade é que o conclusão seja em um período mais curto. "Vamos abreviar esse tempo, por conta da urgência", afirma.

FONTE: Com informações do G1. Para ler o texto completo e assitir ao vídeo clique aqui.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Catraca Livre publicou matéria sobre a melhor época do ano para visitar algumas regiões do Brasil e Abrolhos está na lista

O Brasil é o país  de maior potencial em recursos naturais do mundo, de acordo com o Fórum Econômico Mundial. A variedade de cenários atrai diversos públicos de turistas, brasileiros e estrangeiros. Para se aproveitar ao máximo os destinos, entretanto, o viajante precisa estar atento às mudanças de clima e de cenários naturais.

Afinal, é o volume das chuvas, a intensidade dos vento e a temperatura do ambiente que vão definir a quantidade de lagoas dos Lençóis Maranhenses, a presença de baleias no litoral da Bahia ou o tamanho das ondas em Fernando de Noronha. Confira a melhor época para visitar cada um dos sete destinos destacados clicando aqui.

Últimas informações sobre a pluma de sedimentos da Samarco que pode ter atingido Abrolhos

Cláudio Maretti, presidente do ICMBio, em entrevista após o sobrevôo do dia 12/01
O presidente do ICMBIo, Cláudio Maretti, está em Caravelas para se reunir com técnicos, comunidade e operadores de turismo. Com uma postura séria e objetiva, ele tem publicado informações atualizadas através das redes sociais sobre o assunto.

Segundo Maretti: "Provavelmente a "lama da Samarco" oscilou entre se dirigir para sul e norte nos últimos dias. Não há nenhuma indicação de restrição ao turismo no sul da Bahia. O monitoramento visa comprovar origem dos sedimentos e comprovação de eventual dano à biodiversidade. As unidades de conservação, como parques e reservas, são tão importantes para os interesses de conservação da sociedade brasileira que merecem essa atenção. A Reserva Biológica de Combois foi a mais afetada até agora, mas há outras cinco sob análise -- APA (Área de Proteção Ambiental) Costa das Algas, Reserva de Vida Silvestre de Santa Cruz, Reservas Extrativistas de Cassuruba e Corumbau, além do Parque Nacional Marinho de Abrolhos". 

Com a coordenação do ICMBio e a parceria de uma série de instituições, o Projeto Coral Vivo está nesta semana realizando as filtragens das amostras coletadas em Abrolhos. O material será enviado para a Universidade do Estado de Rio de Janeiro e para a Universidade Federal do Rio Grande para análises. Vão comparar com material coletado previamente no desastre das barragens de Mariana. Cabe destacar que nos locais de coleta ocorrem naturalmente revolvimento de sedimentos. Somente após as análises da Uerj e da Furg saberemos se é o mesmo de Mariana. (Informação Coral Vivo)

Outras coletas estão sendo feitas Empresa Samarco e por outros grupos independentes, como da Marinha do Brasil, da Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, INEMA, CEPENE, entre outros. A previsão é que os primeiros resultados sejam divulgados nas próximas semanas.





sábado, 9 de janeiro de 2016

Link para a reportagem de hoje (09/01) sobre a coleta de amostras na região do Parnam Abrolhos

Clique na imagem para assistir.
FONTE: G1.

Programa Caminhos da reportagem exibido pela TV Brasil no dia 7/01/16 - AZUL DA COR DE ABROLHOS

O pagamento do defeso está suspenso por 120 dias

Numa decisão liminar (provisória), que ainda deverá ser confirmada ou rejeitada pelo plenário da Corte, Lewandowski atendeu a um pedido do governo para manter suspenso o defeso por 120 dias e, assim, o pagamento aos pescadores afetados pela medida.

Conforme a própria ação apresentada nesta quarta pela presidente Dilma Rousseff, o pagamento do benefício traria um impacto de R$ 1,6 bilhão aos cofres públicos, que seriam pagos a partir da próxima segunda-feira (11), além de outros R$ 3 milhões em custos operacionais.

Cada pescador beneficiado com o seguro-defeso recebe um salário mínimo mensal por até cinco meses como forma de compensação pelo período de proibição da pesca artesanal. Originalmente, o defeso foi suspenso por uma portaria dos Ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente, que foi posteriormente derrubada pelo decreto do Congresso.

Na ação, o governo alega "incerteza" em relação aos destinatários do benefício, alegando ser necessário realizar um recadastramento dos pescadores para evitar fraudes no recebimento. Além disso, argumentou ser preciso reavaliar o período para a preservação dos peixes.

Segundo o Ministério da Agricultura, a liberação da pesca não causaria impacto no meio ambiente. Deputados contrários à portaria, porém, argumentaram que a liberação da pesca no período reprodutivo poderia comprometer a produção pesqueira no futuro.

Na ação, o governo diz que o decreto do Congresso invadiu competência do Executivo e que, com a ação, não está afrontando um direito ao benefício dos pescadores, mas garantindo o livre exercício de sua atividade.

FONTE: G1, para ler o texto completo, clique aqui.

quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Rejeitos da barragem da Samarco podem ter chegado ao sul da Bahia

Imagem apresentada pelo Ibama da lama chegando ao sul da Bahia
No fim de novembro, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse que a lama do desastre causado pela Samarco não deveria chegar a Abrolhos devido a correntes marítimas, mas imagens de satélite e inspeções aéreas apontaram que a mancha de lama que surgiu após o rompimento da barragem da Samarco em Mariana (MG) já pode ter chegado ao arquipélago de Abrolhos, no sul da Bahia, uma das áreas de maior diversidade do Atlântico Sul. 

A presidente do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), Marilene Ramos, e o presidente do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade), Claudio Maretti, informaram hoje (7), em entrevista coletiva, que estão monitorando uma mancha no oceano que chegou à região sul da Bahia. 

A informação foi confirmada após um sobrevôo com técnicos da Samarco, do ICMBio e da Secretaria de Meio Ambiente de Caravelas, onde foi registrada a presença de lama que, pelo aspecto visual, pela forma que foi avistada nesse sobrevoo, indicou que seja a própria mancha, bastante diluída, que está se estendendo ao longo do litoral do Espírito Santo até Porto Seguro.

Na entrevista coletiva a presidente do Ibama afirmou que devido ao vento, a mancha que estava se espalhando no litoral sul do Espírito Santo também foi para o norte e chegou até a região de Porto Seguro e Abrolhos, na Bahia. Segundo a presidente, a Samarco foi notificada para iniciar a coleta de amostras na região para conhecer a origem da mancha identificada no local. O resultado deve ser conhecido em cerca de dez dias, de acordo com Marilene. 

A presidente do Ibama afirmou que é “muito difícil” prever quanto tempo a mancha de lama levará para se dispersar. Segundo ela, isso depende de fatores como a chuva, a maré e os ventos. “Acredito que vamos conviver com essa mancha por um longo tempo”, disse. 

Por meio de nota, a Empresa Samarco informou que "vem apoiando o acompanhamento do comportamento da pluma de turbidez na região marinha, disponibilizando sistematicamente recursos como aeronaves e imagens de satélite". De acordo com a nota, a empresa disponibilizou aos órgãos ambientais uma aeronave para sobrevoo até a região de Abrolhos para a avaliação da condição de dispersão de sedimentos. A Samarco também informou que o material observado na região sul da Bahia é uma parte diluída da pluma, misturada aos sedimentos da foz do Rio Caravelas e demais sedimentos da região.

FONTE: Com informações daqui, daqui e daqui

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

TV Brasil vai exibir reportagem especial sobre Abrolhos

O Núcleo de Programas Especiais da TV Brasil vai apresentar no próximo dia 07/01 o programa  Azul da Cor de Abrolhos no primeiro episódio da série Caminhos da Reportagem desse novo ano.

Horário(s) do Programa
Quinta, às 22h | De quinta para sexta, às 2h30 | Segunda, Terça, Quinta e Sábado, às 5h30

Para saber mais, clique aqui.

domingo, 3 de janeiro de 2016

Sul da Bahia está entre os destinos de viagem que prometem ser tendência em 2016

De acordo com o site Skyscanner, que analisou milhões de buscas domésticas e internacionais dos últimos quatro anos para apontar os 12 destinos que serão tendência em 2016, ocorreu um crescimento significativo no interesse por roteiros nacionais.

A partir da análise das buscas entre 2011 e 2015, foi possível perceber que o litoral de Santa Catarina e o Sul da Bahia se destacam como lugares desejados para o próximo ano, com crescimento de 44% e 24% respectivamente. Cuba, Malta e República Dominicana destacam-se quando se fala sobre os destinos internacionais.

Para conferir a lista completa dos destinos, clique aqui.

FONTE: Uol Viagens.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Conheça Corumbau, paraíso escondido no extremo sul da Bahia

Desde o dia 28 o Bom Dia Brasil começou um passeio para mostrar os paraísos que o Brasil esconde.
A primeira viagem foi até Corumbau, no extremo sul da Bahia. A região mais turística tem três comunidades: Veleiros, Carrola e Ponta de Corumbau, onde a equipe de reportagem do Bom Dia Brasil foi. As comunidades somam 1,2 mil moradores. Quase 15 mil turistas passam por lá na alta temporada. O clima é tropical durante o ano todo. A temperatura dificilmente fica abaixo dos 25 graus. A vila é distante, com pouco acesso à internet e celular. Para chegar no local, só por barco ou estrada de terra. Mas quem vai não se arrepende. Assista ao vídeo:


FONTE: G1.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Experiência da Universidade Federal do Sul da Bahia pode ser modelo para o Brasil


Um balanço dos primeiros dois anos de existência da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) foi realizado no dia 16/12 em audiência pública na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE).

Os dados apresentados pelo reitor Naomar Monteiro de Almeida Filho mostram uma instituição que procura valorizar a inclusão, a integração social, o desenvolvimento regional, o uso massivo de tecnologia da informação e a educação básica.

A criação da UFSB, com sede na cidade de Itabuna e com um campus em Porto Seguro e outro em Teixeira de Freitas, foi aprovada pelo Senado em 8 de maio de 2013 e sancionada pela presidente Dilma Rousseff em 5 de junho do mesmo ano.

O modelo pedagógico adotado se diferencia das demais universidades por permitir o ingresso dos alunos nos programas de bacharelado interdisciplinar, em que o estudante escolhe uma entre quatro grandes áreas de atuação: Artes; Humanidades; Saúde; Ciência e Tecnologia. Após concluir o bacharelado, com duração de três anos, o aluno poderá fazer uma opção mais específica, escolhendo uma carreira profissional.

Além disso, a nova universidade oferece aos moradores dos municípios do sul da Bahia com mais de 20 mil habitantes a possibilidade de ingressar em seus cursos por meio de colégios universitários instalados em suas próprias localidades.

O reitor da UFSB relatou que as inovações começam pelo regime letivo, que é quadrimestral de multiturno, e o currículo modular e flexível. As atividades desenvolvidas na universidade têm cobertura digital em tempo real, registradas em áudio e vídeo e retransmitidas para os alunos dos colégios universitários, que podem participar de forma interativa na sala de aula.

— A gente tem um conceito pedagógico que a melhor forma de aprender é fazendo. Todo aluno recebe um notebook, como fiel depositário, e a instrução é levar para casa, compartilhar com a família. É um orgulho para eles — explicou o reitor.

Futuro

O próximo passo será implantar na região complexos integrados de educação em parceria com a Secretaria Estadual de Educação e outras universidades. A ideia é que escolas de ensino médio cedam espaço para os colégios universitários e se transformem em escolas de ensino integral pela manhã e à tarde. À noite, para os alunos trabalhadores, funcionará como um centro noturno de educação.

A senadora Lídice da Mata (PSB-BA), que foi a relatora do projeto de criação da universidade e uma das autoras do requerimento para a audiência pública, defendeu no Ministério da Educação a abertura de novas vagas para professores, uma demanda da universidade.

— Tenho grande expectativa de que essa possa ser uma experiência modelo a ser reproduzida em outros territórios brasileiros e, por isso, que ela possa acontecer exitosamente. Coisa que já vem efetivamente ocorrendo — disse a senadora.

O Coordenador-Geral de Expansão e Gestão das Instituições Federais de Educação Superior do Ministério da Educação, Antônio Simões, afirmou que o MEC deve acompanhar a experiência e torcer pelos bons resultados, para que as novas universidades também adotem o modelo.

— Era interessante que o Brasil fizesse isso porque essa experiência inclui muito, o aluno não vem para a universidade, a universidade vai para o aluno — ressaltou.

FONTE: Agência Senado, texto disponível também aqui

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Viaje na Viagem publica Miniguia de praias da Bahia: Costa do Descobrimento e das Baleias

Arraial d'Ajuda, Trancoso, Santo André da Bahia, Espelho, Caraíva, Corumbau, Cumuruxatiba, Prado, Alcobaça, Caravelas: o Sul da Bahia é o paraíso para quem busca vilarejos de praia. O Blog Viaje na Viagem publicou nesta semana o Miniguia de praias da Bahia: Costa do Descobrimento e das Baleias, com dicas e informações sobre várias cidades da região. Para conhecer o blog e aproveitar todas as informações, visite clicando aqui. 


FONTE: Viaje na Viagem.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Técnicos do IEMA e da UFES admitem que lama de Mariana ainda pode chegar a São Mateus e Aracruz

A lama com rejeitos de mineração da Samarco, que chegou ao litoral do Espírito Santo no dia 21 de novembro, pode chegar a São Mateus e Aracruz. Essa é a previsão de técnicos do Instituto Estadual de Recursos Hídricos (Iema) e especialistas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

De acordo com o Iema, o último sobrevoo realizado por profissionais do instituto, no dia 09/12, constatou que a lama de rejeitos está concentrada em uma área de cerca de 233 quilômetros quadrados na região de Regência, litoral de Linhares, norte do Estado, onde fica a foz do Rio Doce. 

O monitoramento apontou que a mancha de resíduos de minério se estende por mais de 36 km ao norte da foz, 21 km mar adentro e 11 km ao sul. Nessa direção, segundo os especialistas, os rejeitos podem chegar até a foz do Rio Piraquê-Açu, em Aracruz, local onde existem duas unidades de conservação federal. No Espírito Santo, as cidades mais afetadas pela onda de lama foram Baixo Guandu, Colatina e Linhares.

FONTE: Do Jornal Folha Vitória, disponivel também aqui

domingo, 13 de dezembro de 2015

Estudo avalia comportamento dos mergulhadores em Abrolhos

Você já reparou em quantas vezes toca o recife durante um mergulho? E em quantos desses toques é em algum organismo frágil, como corais, esponjas e gorgônias?

Para responder essas questões, pesquisadores da Universidade Estadual de Santa Cruz e da Macquarie University (Austrália) observaram o comportamento de 142 mergulhadores SCUBA no Parque Nacional Marinho dos Abrolhos. Essa informação é importante para verificar os possíveis impactos do mergulho recreativo e subsidiar medidas de gestão a fim de reduzi-los, como a determinação da capacidade de suporte e zoneamento do uso. 

No estudo foram realizadas comparações entre três tipos de recife: franja, chapeirão e recife artificial. Também foram comparadas as características do mergulhador como gênero, experiência, uso de câmeras e side mount que é um colete com a unidade de flutuação nas costas e que foi modificado para receber os cilindros na lateral do corpo. Os resultados revelaram que a cada mergulho, o mergulhador toca em média nove vezes os animais do recife e dessas, uma causa algum dano físico aos organismos que vivem associados ao fundo como os corais, esponjas e gorgônias. A grande maioria dos contatos foi acidental, através das nadadeiras e no início do mergulho, fase em que os mergulhadores estão ajustando o equipamento e a flutuabilidade. O local que recebeu a maior média de contatos foi o recife artificial e os mergulhadores que mais tocaram os organismos foram os fotógrafos especialistas e usuários de side mount. Diferente do que se esperava, os mergulhadores mais experientes não causaram menos contatos que os novatos.  

O estudo sugere medidas para a redução do número de contatos, como a inclusão de aspectos ecológicos e fragilidade dos corais no briefing pré-mergulho com o objetivo de sensibilizar os mergulhadores a não tocar no recife, iniciar o mergulho em locais com baixa abundância de corais e incentivar os condutores de mergulho a interferirem e auxiliarem quando algum mergulhador tocar o recife.  Desta maneira, espera-se melhorar a qualidade do uso público das Unidades de Conservação, garantindo a saúde do recife e a continuidade do mergulho num local bem conservado e repleto de vida. 

Referência: 
Giglio VJ, Luiz OJ, Schiavetti A. (2015) Recreational Diver Behavior and Contacts with Benthic Organisms in the Abrolhos National Marine Park, Brazil. Environmental Management. 


FONTE: Vinicius Giglio. 

Com dólar alto, Fibria e Suzano reinam na bolsa de valores

Segundo a Revista Exame, a Fibria, a Klabin e a Suzano reinaram entre as ações do Ibovespa neste ano de 2015. Os papéis destas empresas acumulam ganhos de 62%, 64% e 59%, respectivamente. A boa performance das ações destas companhias se deve a alta do dólar, porque grande parte da produção destas empresas é voltada ao mercado externo. Com a alta das ações, houve um aumento expressivo em valor de mercado destas três empresas. Um levantamento realizado pela consultoria Economatica, a pedido de Exame.com, apontou que juntas as companhias ganharam 28 milhões de reais. Já Fibria passou de 17,98 milhões de reais em janeiro para 25,50 milhões de reais em valor de mercado em dezembro, o que representa um aumento de 9,52 milhões de reais.

FONTE: Revista Exame, texto completo disponível aqui

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Resex do Cassurubá realiza Oficina do Projeto Terra Mar


A Resex do Cassurubá realizou neste mês a Oficina do Projeto Terra Mar e os seus participantes elegeram o Projeto Cassuruça, o Professores na UC e o Monitoramento Ambiental Comunitário como as atividades mais importantes dentre as desenvolvidas na região dos Abrolhos. Também foram apresentadas as propostas de Escola Comunitária e Aproveitamento dos Rejeitos do Camarão.

FONTE: Resex do Cassurubá